A vida é efémera, o relógio nunca pára, os segundos vão-se esfumando num emaranhado de emoções e toques a que chamamos de vida. É frequente não darmos valor ao que nos rodeia, é frequente o ser humano não se contentar apenas com as coisas mais simples, como um gesto ou um sussurro. Precisamos de mais, sempre mais. Somos um ser egoísta e mórbido, sem escrúpulos e nojento, vingativo e sedento... Somos burros, parvos... Procuramos e procuramos, sem nunca desistir, por esse mundo fora a nossa alegria, quando ela pode estar a metros de distâncias, apenas a um toque ou a um sussurro.
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27 de fevereiro de 2013
19 de janeiro de 2013
You Look Aroused
A vibrante música começa a tocar e nós começamos a dar os primeiros passos com cautela. O corpo começa meio devagar, não respeitando o ritmo da batida seca da música, afinal de contas não me iria empenhar na dança sem antes receber um qualquer sinal de aprovação.
Devagar fomos dançando, nunca parando mas também nunca completamente entregues um ao outro. Finalmente ela correspondeu com apenas um ligeiro sorriso e aí o meu corpo soltou-se e o dela também. Dançamos e dançamos, desta vez ao ritmo da enérgica música e do descompassado coração.
No entanto este efémero momento acabou, outro parceiro apareceu e tu agarraste-lhe logo na mão, largando a minha de seguida. Eu continuei, continuei a dançar, como se nada tivesse acontecido. E ninguém, nem mesmo tu, reparou na minha quebra de ritmo, continuei a dançar de cabeça erguida e, por isso mesmo, ninguém deu conta do profundo golpe que me cravaste na carne!
12 de julho de 2012
The Shadows
I was afraid… The shadows were approaching
me and I tried to ignore them, tried to forget their existence. But their dark
clouds and their awfully loud noise were too close; I couldn’t just ignore them…
It was impossible; they were screaming my name, asking for my soul and flesh!
Sorry… I didn’t step aside, I jumped
into the enormous clouds, I embraced the shadows, I ignored you. Sorry. But, in
fact, now I found some peace and happiness. I found myself, the one who was
lost somewhere for too long. Sorry. I had to do what I did and this time I did
it not for you, but for me…
Sorry, I found myself in the shadows
and that means there’s no place for you anymore. Goodbye, for life.
19 de maio de 2012
Prazer
Os olhos
cruzam-se, vacilam por apenas uma fracção de segundos, mas acabam por se
impelir para a frente, dominados pelo súbito desejo carnal.
Os braços
cruzam-se, os lábios colidem, as línguas dançam, os corações disparam, as mãos
procuram-se e assim os corpos se unem.
O ofegante
rapaz prende-a contra o seu peito, desvia a face da boca dela para, de seguida,
a enterrar no meio dos seus salientes seios. Beija-os de imediato ao mesmo
tempo que despe o tosco top e os pequenos calções de ganga da rapariga que
solta ofegantes gritos sussurrados enquanto remexe no cabelo dele com as duas
mãos.
Do nada a
rapariga solta um grito como se farta dos beijos do rapaz. Puxa-o pelo cabelo,
empurra-o contra a fria parede branca, arranca-lhe a t-shirt preta do seu corpo
e começa a beijar os seus salientes músculos, descendo cada vez mais pelo
tronco do rapaz que se vai contorcendo em excitação… Finalmente quando a
rapariga lhe tira os boxers ferozmente o narrador decide-se retirar e deixá-los
entregarem-se ao prazer carnal.
14 de maio de 2012
Diálogos Aleatórios
-Olá!
-Que queres?
-Que
simpatia… Que tal um olá? Só para começar…
-Olá…
Melhor?
-Meh…
-Mas afinal
que queres tu?
-Apeteceu-me
telefonar, sabes é que… não posso caracterizar a minha vida como algo de muito
interessante.
-Então
telefonas-me para te entreteres um pouco?!
-Pode-se
dizer que sim…
-Boa!
-É um pouco
triste ter de ser sempre eu a tentar manter a conversa, não é?
-Tu é que me
ligas, tu é que supostamente tens alguma coisa para me dizer.
-Raios mais
a esse teu humor de merda!
-Cala-te!
-Tu nunca
tornas nada fácil.
-Tu
complicas tudo!
-Complico?
-Sim… Era
mais fácil dizeres logo que me amas!
-Para quê?
Para me desligares na cara?
-Não, para
te dizer o mesmo, idiota…
-Amo-te.
-Obrigada.
-É só isso
que dizes?
-Achei o “eu
também” muito cliché.
-Consegues
ser tão parva!
-Amo-te.
3 de maio de 2012
Gostava de te Amar
Por vezes gostava apenas de te pegar na mão, de te olhar nos olhos, de te dizer o quanto gosto de ti.
Por vezes gostava apenas de me aproximar de ti, de te pregar um beijo, de te sussurrar verbos proibidos aos ouvidos.
Por vezes gostava apenas de ser homem o suficiente para admitir que te amo! Mas contínuo a dizer-me que é mentira, que estou enganado...
20 de abril de 2012
Distante Voz Ilusória
Não sei como o fazes, não sei o que se passou, nem tão pouco o que virá a acontecer a seguir... Mas de algo podes estar certa: mesmo de longe, do outro lado do velho continente, em terras onde o frio reina e o sol escapa, eu continuo a sentir o teu dócil sussurro no meu desnudado pescoço. Sinto-o a ele e a ti, como se já fosses algo maior que a outra, aquela outra pessoa cujos meus olhos têm dificuldade em se desviar, cujo meu coração tem dificuldade em esquecer...
És apenas uma sedutora voz que, mesmo distante, me fala ao ouvido. És apenas uma voz... Mas uma voz que me vai desviando a atenção da dura e crua realidade! Obrigado.
12 de abril de 2012
Lost
I am lost within a sudden storm that
shouts painful screams. They say your name, every second, they scream it louder
and louder to my ears, making it impossible to forget.
I try to find the way out of the
storm, but the dark troubled sea surrounds me, the constant heavy rain confuses
me and the strong wind of sorrow that fall from the grey clouded sky fills my
empty soul with sadness and despair.
I am lost and I can’t find neither
me nor you, because there’s nothing to be found, nothing worthy of a fight,
nothing to live for. I am lost not because I’m trying to find you, but because I
know that you’ll never be mine, that this storm will never seize and that my
heart will never forget until the last beat.
4 de abril de 2012
Nós?
A berrante
música frenética bombava naquele bar de praia onde nos encontrávamos. O álcool
em excesso fervilha nas nossas quentes veias e deturpa a visão e o equilíbrio.
O corpo mexe-se, quase automaticamente, ao som das batidas secas das grandes
colunas pretas. As luzes psicadélicas baralhavam ainda mais o cérebro
atordoado. No meio de tudo isto tu vieste ao meu encontro, envolves o meu
pescoço com os teus braços e aproximas o teu corpo. Eu respondo ao agarrar-te
pela cintura e a puxar-te mais para mim. Ainda a dançar, tu sussurras ao meu
ouvido:
-Oh, gosto
tanto de ti!
- Eu também
de ti – respondo eu a sorrir.
-Tu és espetacular
– diz ela.
Continuámos
ali, naquele abafado bar, abraçados e a dançar enquanto eu tentava perceber o
que estava acontecer. Sempre fomos amigos, por vezes mais íntimos, mas nunca
ela me tinha dito tais coisas… Ela sorri-me e eu beijo-lhe a face e depois o
pescoço. Ficámos assim por uma fração de segundos que pareceu horas, depois ela
larga-me e começa a dirigir-se para a praia logo em frente. Fico sozinho no
bar, atarantado, sem saber o que fazer. A música continuou, a bebida aumentou,
as luzes não pararam. Eu continuei ali, no bar, sozinho…
19 de março de 2012
O Cigarro
O já familiar cigarro ocasional acende-se de novo. O seu negro e frustrado fumo vai rodopiando em formas bizarras à medida que a suave brisa do inverno seco a empurra para longe da minha visão.
O cigarro chega novamente aos meus lábios secos e eu inspiro apaticamente enquanto que o negro fumo se alastra, novamente, pelo meu cansado corpo. Fecho os olhos e vejo-te. Tu, que também te vais alastrando pela minha irracional carne desejosa, fulminas-me o cérebro e contaminas-me o sangue!
Expulso através de um prolongado bafo o negro fumo impestado que me vai matando lentamente. A ti não te consigo expulsar. Tu, ao contrário do cigarro, matas-me rapidamente à medida que envenenas todo o meu corpo apenas porque queres. Apenas porque podes. Apenas porque eu não consigo de parar de te olhar. De te amar.
Expulso através de um prolongado bafo o negro fumo impestado que me vai matando lentamente. A ti não te consigo expulsar. Tu, ao contrário do cigarro, matas-me rapidamente à medida que envenenas todo o meu corpo apenas porque queres. Apenas porque podes. Apenas porque eu não consigo de parar de te olhar. De te amar.
18 de fevereiro de 2012
Do You Remember?
Do you remember that Friday in the afternoon, 2 years ago? That cold afternoon of November. Do you remember?
-It's freezing out here! - you said, with your joyful voice. I smiled at you and I pulled you into my warm arms. You smiled back to me and you kissed me with your red lying lips.
Do you remember that afternoon?
The blue sky with no threatening cloud, the whispering cold breeze, the friendly and comfortable silence, the sweet stupid words, the intimate nostalgic touch...
Do you remember that afternoon?
Our own life in our own planet. Our own love in our own way. Oh do you remember that fucking afternoon?!
Bet not... But I do. I do not only remember that afternoon, but also I repeat it over and over on my stupid mind. Oh I would do everything to make you remember that cold but warm afternoon of November...
27 de janeiro de 2012
Vazio
Vazio. É talvez a palavra que melhor se aplica ao meu actual estado. Não sei o que fazer, não sei em que acreditar, em quem gostar, em quem amar. Neste momento não sei absolutamente nada! E saber que nada sei, pesa e dói muito mais do que quando se sabe de tudo e de toda a verdade... Apenas queria isso. Saber a verdade sobre mim e ti, por mais cruel que ela fosse!
15 de janeiro de 2012
Desespero
Abandona-me, por favor!
Esvazia a minha cabeça cansada,
que ela não aguenta mais nada.
Desaparece maldito ardor!
Rasgas-me em metade,
matas-me a razão,
mutilas-me a paixão,
despertas-me a obscuridade!
Abandona-me, já disse!
Sai da minha chorosa alma,
que há muito que ela procura calma.
Desaparece maldita Circe!
Enlouqueces-me sem pedir perdão
e no fim apenas resta solidão.
Odeio-te por todo este exagero,
mas Amo-te em desespero.
10 de janeiro de 2012
Som Melancólico
Vagueio pela minha cinzenta cidade, de headphones postos a ouvir uma deprimente melancólica melodia qualquer. O frio vento embate na minha face branca enquanto ando, passo após passo, sempre a pensar em ti. Ando, livre, como se fosse a teu encontro, imagino como seria, desejo o nosso toque, sonho o nosso beijo.
A música cruel contínua a invadir-me os nostálgicos sentidos. A mão contrai-se em fúria, os ouvidos escutam com tristeza, o nariz suga a cortante rajada, os lábios matam a sede em miragens e os olhos… Oh, o espelho da alma, esse cerra para evitar que as pesadas lágrimas nostálgicas caiam na fria calçada cinzenta.
A música contínua e eu contínuo a seguir o meu caminho, em frente, mesmo quando a minha alma deseja voltar para trás…
3 de janeiro de 2012
Ano Novo
O champanhe já borbulhava nos esguios copos de vidro que iam sendo distribuídos por todos os que se encontravam na sala. Mesmo com o final do velho 2011 à porta e com toda a agitação que isso causava não só ao grupo de amigos mas ao mundo inteiro, Guilherme não conseguia tirar os olhos dela. No outro lado da sala, de vestido branco com um decote bem generoso, encontrava-se Rita a olhar para as passas na sua delicada mão branca, contando-as ansiosamente, sem saber que estava a ser cuidadosamente observada.
Finalmente o antigo relógio da cidade bombeia um estridente som de antecipação da hora e o ecrã televisivo começa a contagem decrescente. Os inquietantes números iam passando à medida que o mundo os gritava. A adrenalina crescia e teve o seu pico no coração daqueles jovens quando a contagem se resumia aos três derradeiros algarismos.
O relógio lá dava as primeiras badaladas efusivas do ano. Os amigos gritavam em uníssono “2012”. O mundo celebrava despreocupado. Os céus iluminavam-se em alegria. O Guilherme aproximava-se de Rita. A Rita finalmente olha para ele. Ele pede desculpa e beija-a nos seus vermelhos lábios carregados de batom. O champanhe dos dois entorna-se, as passas caiem esquecidas. 2012 chega e um novo começo para eles também.
7 de dezembro de 2011
Sextas-Feiras
O grupo de amigos lá se ia divertindo no barulhento bar da pequena, mas bem viva, cidade que rebentava sempre pelas suas costuras nas noites de sextas-feiras.
Ele, já um pouco zonzo graças a um conjunto de variados factores boémios, não despregava o seu tímido, mas ávido, olhar dela e dos seus longos cabelos loiros e ondulados.
-Pára lá de comer a Ana com o olhar, meu! – Dizia o seu melhor amigo mesmo ao seu lado na mesa molhada de cerveja do pub.
Ele responde-lhe ao levar o dedo indicador da mão direita aos lábios e ao sibilar: Chiu!
A certo momento, das colunas do atafulhado bar, começa-se a ouvir Vampire Weekend. Ana exclama o quanto gostava da música. Ele, prontamente, diz a soluçar:
-Queres dançar?
Ela levanta-se tão depressa que a já lenta percepção dele não apanhou o movimento. Agarra as mãos dele e puxa-o do banco de madeira. Ele entrega-lhe as mãos e, já de pé, puxa-a contra o seu corpo. Ela envolve os seus braços no pescoço dele e ficam-se a dançar atrapalhadamente.
Ele, a custo, diz-lhe:
-Sabes? Acho que nunca te disse que te amo…
Ela estanca ao ouvir aquela curta mas perigosa palavra. Ele aproveita a imobilidade dela e prega-lhe um beijo nos seus doces lábios. O beijo só acaba quando os Vampire Weekend se calaram e, de seguida, ela larga-o e ele, desamparado, cai no chão do bar.
30 de novembro de 2011
Saudade
A saudade é talvez a mais portuguesa de todas as palavras. Nela cabe toda a História, todo o respirar e todas as lágrimas de um povo.
Há séculos atrás, quando de Lisboa partiam os destemidos marinheiros para terras negras e desconhecidas a saudade nasceu no coração dos portugueses que ficavam. Como diria um grande poeta: “Malhas que o Império tece”.
Oh Portugal! Quantas lágrimas já verteste ao comando deste impiedoso sentimento característico?
E o que aconteceu a nós? Malhas que o coração teceu…
As parcas dividiram o nosso unido fado e dele nasceu um aglomerado de novos caminhos e intrigas. Já não me pertences. O nós deixou de existir. Eu tenho saudades de nós… De tudo que fazíamos juntos, das conversas, dos sorrisos, dos olhares.
Sinto saudade de um passado e mágoa de um futuro. Assim deixo escapar mais uma lágrima para o enorme oceano de saudade que banha todo este meu Portugal.
12 de novembro de 2011
The One That Got Away
Ela senta-se num frio banco de pedra à janela. Olha para toda a extensão de terra projectada no fresco vidro e admira-a por um pouco. Fechas os olhos e recorda…
Ele pega nas pequenas mãos dela e puxa-as em direcção ao desconhecido. Ela, de respiração irregular, tenta não tropeçar em nada que lhe pusesse em cause o equilíbrio já limitado pelo facto de ter uma venda preta nos olhos.
Ele larga-lhe as mãos e ela pára de imediato. Espera uma fracção de segundos e, quando a respiração dele embate no delicado pescoço dela, o seu coração começa a bombear descompassadamente o sangue para as suas ansiosas veias que fizeram com que um súbito arrepio a trespassa-se por todo o corpo.
Ele, suavemente, retira-lhe a venda e ela prega os seus olhos numa tela branca preenchida com o seu retrato em cores neutras. Deixa escapar uma sentida lágrima e beija-o de seguida…
Ela volta à pesada realidade quando um gritante trovão embate na ilusão da paisagem criada e naquela que se via através da janela. Olha para as grossas gotas de chuva a embater no vidro e, mais uma vez, mentaliza-se que ele não voltará… nunca.
19 de outubro de 2011
Preces Inúteis
sem ninguém a importunar.
Eu só te quero tocar,
sem ninguém a exclamar.
Eu só te quero abraçar,
sem ninguém a duvidar.
Eu só te quero acariciar,
sem ninguém a atormentar.
Eu só te quero explorar,
sem ninguém a praguejar.
Eu só te quero Amar!
sem ninguém Me crucificar!
E espero que essas parvas multidões
parem de ditar o Nosso fado.
Pois os Nossos descompassados corações
não bombeiam o pecado!
11 de outubro de 2011
Tejo
Agarro-te pelo teu frágil braço e arrasto-te pela nossa cidade da saudade. Praguejas comigo e tentas-te soltar das minhas quentes mãos. Eu deixo-te por um segundo, mas logo de seguida abraço o teu delicado corpo e beijo, ao de leve, a tua branca face que, prontamente, respondeu ao meu toque ao encarnar as tuas macias maçãs de rosto. Sorris e, com essa tua graciosa boca, prendes-me com um longo beijo. Eu envolvo a tua desorientada cabeça num dos meus braços, enquanto o outro te puxa contra o meu corpo.
Quando os nossos lábios se saciaram, os meus olhos atravessaram os teus. Sorri e acaricio o teu bonito rosto que também me sorri afectuosamente. Apanhei uma madeixa do teu cabelo castanho que fora arrastado pelo vento e, por fim, deixo-a escapar-se por entre os meus finos dedos.
Juntos olhámos para o nosso reflexo espelhado nas águas calmas do Tejo. Fixei os teus olhos na água e disse-te:
- Dava tudo para ficar assim… Contigo… Para sempre…
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