Afinal nada mudou. Continuo a vaguear incessantemente por entre calçadas alagadas, ou por ruas enlameadas. Continuo a fazer esta minha caminhada sozinho. Continuo a andar para sítio nenhum.
Sim, é verdade. Continuo perdido e a tentar encontrar o tal lugar a que possa chamar de lar, a tal pessoa a que possa confidenciar tudo o que deixei encravado na garganta em tempos mais distantes.
Apenas queria encontrar-me de uma vez por todas, quero ser o gato que brinca na rua.



















