Não sei como o fazes, não sei o que se passou, nem tão pouco o que virá a acontecer a seguir... Mas de algo podes estar certa: mesmo de longe, do outro lado do velho continente, em terras onde o frio reina e o sol escapa, eu continuo a sentir o teu dócil sussurro no meu desnudado pescoço. Sinto-o a ele e a ti, como se já fosses algo maior que a outra, aquela outra pessoa cujos meus olhos têm dificuldade em se desviar, cujo meu coração tem dificuldade em esquecer...
És apenas uma sedutora voz que, mesmo distante, me fala ao ouvido. És apenas uma voz... Mas uma voz que me vai desviando a atenção da dura e crua realidade! Obrigado.
