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27 de julho de 2010

Um Rapaz de Londres II

Episódio: Um Rapaz de Londres


II
Farewell London


Olhei-me ao espelho e, mais uma vez, não me reconheci… Apenas via uma alta figura de cabelo castanho arruivado a fitar-me com os seus olhos verdes com cara amargurada. Acenei, e ele imitou-me o gesto. Era mesmo eu quem estava ali naquele espelho.
Como que num impulso afastei-me e dirigi-me à cozinha. A minha mãe já lá estava a andar de um lado para o outro feita louca, eu não lhe dirigi palavra. Ela olhou para mim e acanhadamente diz:
-Bom dia, está uma bela manhã.
-Por favor! Disse eu desprezando-a.
Ela olhava para mim com um ar suplicante e eu retribui-lhe com a maior das mágoas espelhadas no meu olhar.
Fui buscar as malas e despedi-me, lentamente, do meu quarto já vazio. Desci novamente as escadas e fui olhando uma última vez para toda a minha casa. Entrei no carro e pus os phones nos ouvidos, para não haver qualquer oportunidade de contacto entre nós os dois.
O carro começou a andar e eu estremeci. Olhei para toda aquela cidade, aquela cidade que tanto amava. A cidade que me viu crescer e onde eu passei todos os momentos da minha vida. Os bons e os maus. Adeus Londres, vou ter saudades…

21 de julho de 2010

Um Rapaz de Londres I

Caros leitores, hoje começo aqui uma nova rubrica. Vou começar a postar aqui "episódios" de uma pseudo novela. Ou seja, de semana a semana (ou de duas em duas semanas, ou de mês a mês xD) posto um novo episódio de "Um Rapaz de Londres". Espero que gostem x)






I



Abri os olhos, mas não consegui focá-los. Voltei a fechá-los e pressionei as mãos contra eles. Abri-os novamente. Consegui, finalmente, vislumbrar a silhueta de metade da minha casa, em Londres. A outra metade estava no chão, reduzida a escombros. Sobressaltei-me com o choque gerado pela visão que me era dada e dei um passo atrás, como se tivesse receio de algo.
Passei, dificilmente, pelas amontoadas ruínas e cheguei ao rachado passeio da rua.
Gritei, gritei com todas as minhas forças. Mas ninguém me respondia. Reinava um silêncio perturbador e agonizante. Não havia ninguém, Londres era agora uma cidade deserta.
Comecei a correr, a correr para sítio nenhum. Corria mas nada se aproximava de mim, aliás, até parecia que estava mais afastado de tudo. Ouvi uma súbita explosão e fiquei petrificado, nem me era dada a oportunidade de respirar. Vi um clarão seguido de um som esganiçado e irritante.
Acordo sobressaltado. Estava ofegante, aflito devido ao estranho sonho. Olho para as horas e volto à realidade.
É hoje o dia…