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13 de novembro de 2012

Quero Gritar ao Mundo!



A suave brisa fria acaricia a minha cara à medida que, passo após passo, vou andando pela fria calçada lisboeta. As anónimas pessoas vão passando por mim como que indiferentes figurantes da minha rotineira longa-metragem, os veículos vão gritando em agonia pelas avenidas poluídas de sujidade e hipocrisia, a música vai berrando aos meus ouvidos e o meu cérebro vai-se abstraindo de todo o caótico movimento cosmopolita que vai girando em minha volta.
Do nada fico surdo para o mundo e escuto com atenção a melodia que explode através dos meus auriculares. Solto o corpo, balbucio as letras, abano a cabeça, sorrio e de repente a alma eletriza-se e o corpo estremece com a felicidade que os sons, já bem familiares, lhe dão. Não sei o porquê desta efémera felicidade contagiante, só me apetece gritar, gritar e correr, correr e saltar, saltar e cair, cair e levantar, levantar e gritar ainda mais alto, bradar aos mundos, exclamar às gentes, vociferar até me doer a garganta, ficar sem voz e sem ar nos pulmões!
Apetece-me gritar!