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2 de janeiro de 2014

12 Anos Escravo

Graças ao Espalha-Factos já tive a oportunidade de ver este grande filme que, muito provavelmente, é o mais forte candidato aos Oscars deste ano. Vê em baixo um pequeno excerto da minha crítica ao filme que se encontra no site do Espalha-Factos, se quiseres ler na íntegra passa por lá! 



"A história de Solomon é aterradora, as provações que teve que passar foram colossais, algo que nenhum ser humano deveria ser obrigado a vivenciar e o realizador não tem quaisquer pudores em mostrar isso na grande tela. Se em Fome e Vergonha a câmara de McQueen sempre teve uma forma fria e crua de gravar certos aspectos deploráveis da realidade humana, não é em 12 Anos Escravo que isso muda. Há sequências no filme que nos são tão violentas que é-nos inevitável suster a respiração."

10 de junho de 2012

7ª Arte


Dark Shadows

Desde o sombrio e aclamado Sweeney Todd: The Demon of Fleet Street que Burton não chegava ao cinema com algo de realmente muito bom. Alice in Wonderland foi uma da últimas obras do cineasta Norte-Americano que não só não deslumbrou como deixou demasiado a desejar, com isto não é muito difícil de se começar a especular que o bizarro génio do senhor Tim Burton tivesse um pouco murcho ou até mesmo a passar uma fase na sua vida profissional menos criativa. No entanto o realizador lá estreou outra longa agora em 2012: Dark Shadows. A obra veio electrizar as expectativas dos fãs mais acérrimos de Burton e o trailer veio ainda aumentar a euforia quando se percebeu que sairia de tudo aquilo um verdadeiro "filme à la Burton", bizarro, estranho, ridículo (no sentido bom da coisa), hilariante! Mas como não há Bela sem senão, Dark Shadows começou a não ser bem recebido pela crítica, aliás, foi como que trucidado pelas garras sedentas da crítica especializada que clamaram que o génio de Burton se encontra numa fase atribulada e que o filme roça o entediante. Para esses tenho uma única coisa a dizer: Calem-se!
O filme começa logo realmente muito bem! Com um inicio dramático e sombrio esperava-se que o resto da película respeitasse este pressuposto, mas o que mais me fascina aqui é que, muito à Burton, se consegue misturar muito eficazmente comédia com trevas, ou seja, assume-se como uma verdadeira comédia negra que nos encanta logo desde o inicio. 

A história de Barnabas Collins não me parecia de todo interessante (um rapaz que pregou um desgosto a uma rapariga que o amaldiçoa ao matar todas as pessoas que lhe são queridas e por fim a transformá-lo mesmo num monstro para o resto da sua eternidade), mas conhecer este Barnabas muito bem personificado por Johnny Depp, que teve mais uma grande performance, e a história da sua família (os Collins),  as peripécias da mesma, a rivalidade entre eles e Angelique Bouchard é tudo simplesmente delicioso! O ambiente criado por Burton também ajuda muito, primeiro um visual muito sombrio em tudo o que envolve a família Collins, depois, a contrastar, um ambiente todo muito colorido de uma Collins Port nos seus loucos anos 70. Tanto a termos de direcção de arte como de fotografia a película tem que ser aplaudida pelo ambiente, mais uma vez, caricato que conseguiu transmitir e a banda-sonora também contribui em muito para criar as imprevisíveis mudanças de "tom" do filme, passando de uma cena sentimental para uma cómica num ápice e é isto que mais fascina no meio disto tudo!
Por fim, os actores, todo o cast esteve realmente muito bem, Depp teve maravilhoso como sempre está num filme Burton, a segunda pérola foi mesmo Eva Green com a sua implacável e sedutora Angelique, a única "pedra no sapato", no meu ponto de vista, foi mesmo Jonny Lee Miller que teve um Roger Collins tão apagado e irritante que quase não o conseguia ver no ecrã! Do lado oposto está mesmo Michelle Pfeiffer que teve uma segura, forte e grande matriarca Elizabeth Collins! Pena, pena foi o pouco aproveitamento da personagem de Helena Boham Carter no filme, a alcoólica e hilariante Doc. Hoffman era simplesmente deliciosa!
Em suma, Dark Shadows é um filme realmente bom! Claro está, ainda um pouco longe dos grandes clássicos Burton, mas também muito, mas muito mesmo, acima da média do que tem ultimamente apresentado! Assim, aconselho muito o visionamento do mesmo e peço desde já as desculpas pelo mais longo 7ªArte já feito, simplesmente tive a necessidade de defender um grande filme que está a ser tremendamente injustiçado...


Avaliação: 16/20

6 de junho de 2012

Lata Enferrujada Film Awards


Bem já vos tinha falado dos prémios de cinema que iriam nascer aqui no Lata Enferrujada e aqui estão mais novidades sobre os mesmos! Este projecto é quase como que uma colaboração entre este meu blog e o ADAPT OR DIE. E funcionará da seguinte maneira: cada um dos blogs terá as mesmas categorias de nomeação e cada um terá os seus vencedores. Haverá 17 categorias de voto interdito a público e haverá outras 8 categorias em que vocês podem e devem votar! Claro que tudo isto se realizará apenas já em 2013 no início do ano, pois só quando o ano de cinema 2012 acabar é que podemos premiá-lo e refiro de novo que nós os dois vamos respeitar o calendário de estreias português não o Norte-Americano!
Querem saber então as categorias? Aqui estão elas:

Categorias de voto interdito:
-Melhor Actor Principal (5 nomeados)
-Melhor Actriz Principal (5 nomeadas)
-Melhor Actor Secundário (5 nomeados)
-Melhor Actriz Secundária (5 nomeadas)
-Melhor Revelação (5 nomeado(a)s)
-Melhor Elenco (5 nomeados)
-Melhor Cinematografia (5 nomeados)
-Melhor Visual (5 nomeados)
-Melhor Poster (5 nomeados)
-Melhor Trailer (5 nomeados)
-Melhor Filme de Animação (3 a 
5 nomeados)
-Melhor Efeitos Visuais (5 nomeados)
-Melhor Banda-Sonora (5 nomeados)
-Melhor Canção Original (De 0 a 5 nomeados)
-Melhor Argumento (5 nomeados)
-Melhor Realizador (5 nomeados) 
-Melhor Filme (10 nomeados)

Categorias de voto livre:
-Melhor Acção/Thriller (5 nomeados)
-Melhor Comédia (5 nomeados)
-Melhor Drama (5 nomeados)
-Melhor Musical (0 a 5 nomeados)
-Melhor Sci-fi/Fantasia (5 nomeados)
-Melhor Terror/Suspense (0 a 5 nomeados)
-Melhor Blockbuster (5 nomeados)
-Pior Filme (5 nomeados)

24 de janeiro de 2012

Nomeados Oscars


Hoje foram conhecidos os nomeados aos Oscars deste ano e "Hugo", de Scorsese, lidera com 11 nomeações! Seguido de perto pelo "The Artist" do francês Hazanavicius com 10 nomeações. A lista, porém, é um pouco diferente daquilo que eu estava à espera e queria... Mas fiquem aqui com a categoria de melhor filme e votem na sondagem ao lado, votem no vosso preferido  e não naquele que acham que irá ganhar

Best Picture: 
The Artist
The Descendants 
Extremely Loud & Incredibly Close
The Help
Hugo
Midnight in Paris
Moneyball
The Tree Of Life
War Horse

Vê o resto dos nomeados: AQUI

11 de dezembro de 2011

7ª Arte

Melancholia

Desde já tenho que referir que me é algo difícil avaliar um filme tão complexo como o Melancholia. Mas é isso mesmo que o torna tão especial e tão magnífico.
O filme arranca com um fantástico prólogo de 7 minutos com várias imagens e planos aterrorizantemente belos! Juntamente com a poderosa “Tristan and Isolde – Prelude” de Wagner, estas cenas iniciais despertam de imediato o espectador a fazer um exercício de introspecção, à medida que vários símbolos importantes no filme passam pelo ecrã.
Logo de inicio Lars Von Trier começa por mostrar o fim. Literalmente o fim… E com isso, como ele próprio disse, “queria deslocar a atenção do espectador do acontecimento em si para o cenário humano subjacente”. Assim, o cineasta demarca logo o que lhe é mais importante: o enredo humano no cenário apocalíptico de Melancholia. 
O tal enredo humano centra-se na relação de duas irmãs bem diferentes que vivem no seio de uma família bem disfuncional. Sendo Claire (Charlotte Gainsbourg) a mais racional das irmãs e Justine (Kirsten Dunst) a que se encontra num estado emocionalmente instável. O filme foi interessantemente dividido em duas partes, começando pela visão de Justine sobre o seu casamento falhado. A sua inconstância psicológica e debilitação mental foi entrave à felicidade deste casamento e aqui é interessante ver a performance brilhante de Dunst que teve um dos papeis da sua carreira.

A segunda parte do filme é centrada em Claire, que foi fantasticamente representada por Gainsbourg, e é nesta parte que o filme se supera a si mesmo! É aqui que temos a noção do impacto humano que esta obra tem. À medida que o planeta Melancholia se aproxima da terra o estado psicológico de Claire (o pilar racional daquela família) vai-se deteriorando e Justine, por seu lado, aceita com tranquilidade o inevitável: o final dos tempos. É estas duas atitudes diferentes que despertam a actividade reflectiva do espectador. E é este emaranhado de atitudes, fragilidades e sentimentos humanos que é tão interessante de ver, contemplar e analisar neste filme.
Melancholia acaba com uma cena poderosa, bela e perigosa! A combinação de imagem-som é tão brutal para com o espectador que quando os créditos surgem rodeado por um estridente silêncio e as luzes da sala se acendem, todos os espectadores ainda se encontram de olhos bem abertos a olhar para o ecrã e com a respiração ainda cortada por aquela cena feroz.


Avaliação: 18/20

5 de dezembro de 2011

Jogo Inglório


"Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?"

(...)

"E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos."

(...)

"Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida"

Ricardo Reis

E o que importa aos grandes o sangue dos pequenos? Que diferença há, para os seus gordos pés, entre pisar 50 pequenos corpos ou 500 pequenos corpos? Quantos seres terão mais de morrer para alimentar um rei? 
Em que mundo vivemos nós?

21 de novembro de 2011

7ª Arte

Twilight: Breaking Dawn - Part 1


Para histerismo de muitas fãs, o trio maravilha de Holywood preparou mais uma das suas e apresentou-nos o fresquinho Twilight: Breaking Dawn – Part 1. Passados uns 50 anos de dizer o nome mais umas duas horas de visionamento ficamos com a sensação de mais do mesmo e com um sabor amargo de dinheiro mal gasto.
A saga dos vampiros continua a não encantar e desde o seu primeiro capítulo que não nos presenteia com algo de realmente bom. Ora vejamos, este filme é um susto para qualquer rapaz: casamento, lua-de-mel, perda do período, gravidez e muita, muita lamechice pelo meio. A acção é quase nula e o filme arrasta-se tão devagar que o ecrã quase parece estático na primeira hora e meia de filme. A Bella de Kristen Stewart está má, pior que nos anteriores na minha opinião, Stewart conseguiu o inimaginável: ter a mesma expressão facial durante toda a duração da longa-metragem. Robert Pattison mostrou um pouco de desgaste neste Edward um pouco já irritante. Não nos apresentou nada de novo, pelo contrário, teve uma interpretação bastante banal. O famoso Jacob brilhou pouco, muito pouco. Mesmo continuando a apresentar os seus abdominais invejáveis (levei com eles logo nos primeiros segundos do filme) o actor não sai da cepa torta e traz com ele uma interpretação abaixo do razoável.
O filme peca muito pela inactividade e denota-se que foi um erro grave terem dividido a sequela em duas partes, pois para esta primeira parte ficou reservado tanta acção como a de ir buscar o pão de manhã ao café da esquina… Apenas no final somos como que borrifados por certas brisas de acção que ainda nos acabam por acordar do tédio vivido. O trabalho da realização não foi brilhante, parecendo que tudo funcionou a meio gás. O filme acaba também por apresentar a cena mais ridícula de toda a saga: O diálogo entre a alcateia de lobos que está definitivamente mal feita e infantil!
Os minutos finais acabam por salvar um pouco o fiasco de todo o filme, o flashback de Bella foi um dos pontos fortes, uma compilação bastante bem conseguida. Também bem conseguido foi a caracterização de Bella nos últimos minutos deste Amanhecer, que conseguiu fazer de Swan um autêntico saco de ossos bem frágil e incapacitado.  O último plano do filme está algo de genial! Que nos deixa uma réstia, tanto de curiosidade como de esperança para o próximo número desta saga!

Avaliação: 7/20

17 de outubro de 2011

7ªArte

Scream 4

(Antes de tudo tenho a dizer que não vi nenhum Scream antes)

Vi este domingo à tarde o 4º filme desta icónica saga (não o devia ter feito, mas sempre pensei que o franchising não fosse nada de especial e que se podia muito bem começar a visualização por uma sequela) e fui despertado para este mundo de Wes Craven. Um mundo onde a sátira cómica a Hollywood e ao género de terror anda de mãos dadas com o suspense. 
O filme abriu logo com uma cena de auto-sátira brilhantemente montada, onde se brinca com as inúmeras sequelas de franchisings de terror que usam e abusam da mesma premissa vezes sem conta. A história está bem elaborada e as piadas e referências inteligentes estão bastante bem exploradas e convenientes! E um dos aspectos que mais gostei foi da oposição da geração de terror do século XX (encabeçada por Sidney) contra a geração do século XXI (liderada por Jill).
O elenco de luxo foi eficaz, destacando-se, na minha opinião, a eterna Neve Campbell (Sidney), a novata Emma Roberts (Jill) e a bem aparecida Hayden Panetiiere (Kirby). Em suma é bom filme de terror e um ainda melhor filme de comédia!A sequela  remata com uma frase magnífica de Sidney que fez todo o sentido tanto no filme como na realidade actual do mundo de franchisings de horrores: "You forgot the first rule of remakes; don't fuck with the original". 


Nota: 15/20

21 de maio de 2011

7ªArte

Pirates of the Caribbean on Stranger Tides ( Os Piratas das Caraíbas por Estranhas Marés)


Aqui vai mais um filme da saga Piratas das Caraíbas. Saga que já apresenta alguns sinais de desgaste mas que, no geral, ainda atrai massas ao cinema (prova disso foi ontem o cinema cheio!). Mais uma vez contamos com a presença de Johnny Depp no papel do Capitão Jack Sparrow e damos graças a Deus por isso! Pois é das melhores personagens que existe, actualmente, no mundo do cinema! Se bem que até esta personagem tem vindo a perder algum do seu misticismo e da sua graça nestes últimos tempos…
Temos aqui neste filme uma prova clara de esforço por parte da Disney de continuar a “vender o seu peixe” numa das que foi das sagas mais lucrativas de sempre. Mas este filme quase que não conta nada de novo (mesmo tendo mudado quase todo o elenco). Rob Marshall não é bom na realização deste tipo de filmes mas sim aceitável, logo o filme logo aí perdeu aquele ambiente que os outros três criaram.
Uma mais-valia neste filme, na minha opinião, foi o desempenho de Penélope Cruz, que veio dar alguma vitalidade a este filme que se julgava completamente perdido (depois das polémicas das recusas por parte de vários actores). Geoffrey Rush novamente num fantástico Barbosa E um Barba Negra bastante bom também! Assim vemos que este filme anda às costas deste 4 personagens. A história em si é interessante mas nada de “wow”, mas sem dúvida que ainda vale a pena pagar o bilhete do cinema para ver umas das maiores e mais divertidas sagas da actualidade.
Ps: Estou a ficar verdadeiramente farto de 3D -.-

Avaliação: 14.5/20


Angelica: "Sparrow ven aqui o te arranco la cabeza!"

4 de abril de 2011

Televisor de Portugal

Bem-vindos a mais uma rubrica do Lata Enferrujada! Este Televisor de Portugal vai analisar a televisão portuguesa e os seus programas/telenovelas/séries e muito mais! Espero que gostem, tanto como eu! x)



Fá-las Curtas

Este é, talvez, dos programas com mais qualidade em Portugal! Com uma apresentação bastante boa por parte de Filomena Cautela. Está, actualmente, em exebição na RTP2 aos sábados pelas 21:00 horas. Mesmo não sendo um programa que conquistou as massas portuguesas é um programa bastante original e bem produzido, o que peca mais, na minha opinião, neste concurso são os jurados que se apresentam sempre com o tom monocórdico de quem está ali só por obrigação, ainda para mais as suas avaliações são no mínimo questionáveis por vezes. Aconselho mesmo o visionamento deste óptimo programa! Fá-las Curtas consiste, basicamente, num concurso de curtas metragens em que duas equipas defrontam-se, cada uma com o seu filme. Têm que fazer o filme num curto espaço de tempo e é a produção do programa que disponibiliza o décor, os adereços e até os actores. Este é sem dúvida uma “lufada de ar fresco para a televisão em Portugal!”


Avaliação: 18/20


Aqui fica uma das curtas que mais gostei! Reparem só no monólogo que serve de fundo da curta. É fantástico!