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2 de janeiro de 2014

12 Anos Escravo

Graças ao Espalha-Factos já tive a oportunidade de ver este grande filme que, muito provavelmente, é o mais forte candidato aos Oscars deste ano. Vê em baixo um pequeno excerto da minha crítica ao filme que se encontra no site do Espalha-Factos, se quiseres ler na íntegra passa por lá! 



"A história de Solomon é aterradora, as provações que teve que passar foram colossais, algo que nenhum ser humano deveria ser obrigado a vivenciar e o realizador não tem quaisquer pudores em mostrar isso na grande tela. Se em Fome e Vergonha a câmara de McQueen sempre teve uma forma fria e crua de gravar certos aspectos deploráveis da realidade humana, não é em 12 Anos Escravo que isso muda. Há sequências no filme que nos são tão violentas que é-nos inevitável suster a respiração."

29 de janeiro de 2013

7ª Arte - Django Unchained



É certo e sabido que quando se tem o prazer de ter um filme do Tarantino nas salas de cinema, a sua visualização por nossa parte, o público, é quase uma obrigação!
Quentin Tarantino volta à cadeira de realização e de argumentista e entrega-nos um Spaghetti Western com o seu Django Unchained que vem carregado de marcas únicas e específicas da realização deste senhor. E num período que Hollywood anda a estrangular por novas histórias e inovação, Quentin continua a mostrar o vigor do seu sangue e a emanar criatividade tanto no argumento como na sua peculiar realização. Trata-se verdadeiramente de um génio.

Django Unchained conta-nos a história de um escravo, Django(Jamie Fox) de seu nome, que foi libertado por um dentista alemão, Dr. King Schultz (Christoph Waltz) que nada mais é que um caçador de recompensas em pleno século XIX numa américa ainda esclavagista. A acção decorre e Django une-se com Dr. Schultz numa demanda a Candyland, plantação controlada pelo magnata Calvin Candie (Leonardo Dicaprio) à procura da sua amanha Broomhilda (Kerry Washington).
O filme começa com os créditos, bem à Tarantino e é nessa sequência que conhecemos Django, numa cena de clara homenagem ao cinema feito nas décadas de 60. Mas é com a entrada de Waltz e o seu caricato Dr. Schultz que ficamos, de vez, embrenhados no filme até ele acabar. A performance de Waltz é, simplesmente, carismática. Conquista-nos logo nos minutos iniciais e conseguimos criar uma empatia enorme com aquela personagem que nada tem a ver com o desprezível Col. Hans Landa de Waltz no Inglourious Basterds, como em muitos comentário eu vi por aí. Lá por serem ambos personagens alemãs num filme de Tarantino e representado pelo mesmo actor não quer isso dizer nada! Waltz brilha naquela personagem e dá-lhe um toque especial e único, nunca sentimos que aquele carismático “dentista” é semelhante ao nazi irritante de 2009.
Mas não é só Waltz que brilha nestas duas horas e meia de filme, Leonardo Dicaprio tem dos papéis mais fortes da sua carreira com o seu tirano Calvin Candie, o actor arriscou em aceitar tal papel, fazer de ser desprezível e de “mau da fita” não é bem a sua praia, mas agora digo com todas as certezas: ainda bem que o aceitou! Jamie Fox tem uma prestação interessante também, foi um forte protagonista mas muito ofuscado, na mesma, pelas performances brilhantes dos seus colegas coadjuvantes, Waltz e Dicaprio.
Os planos de Tarantino estão fenomenais e o seu pulso forte e, ao mesmo tempo, criativo na realização de Django Unchained é fenomenal, tão fenomenal que a Academia até teve medo de o nomear (raios a partam!). E estas duas horas e meia, que na minha opinião foram excessivas, visto que o clímax da acção não corresponde ao final do filme e, na minha humilde opinião, resultaria melhor se os dois coincidissem, foram sempre acompanhadas por uma curiosa banda sonora que vai de temas mais característicos dos Westerns até ao inesperado Hip Hop que, na verdade, foi uma escolha arriscada mas muito bem sucedida.

Isto é Tarantino, isto é cinema, isto é o vencedor dos Oscars (se o mundo fosse justo).

Avaliação: 18.5/20

18 de agosto de 2012

7ª Arte


The Dark Knight Rises



A espera acabou. Entrei pela enegrecida sala e pousei os meus atentos olhos na tela gigante em minha frente! Durante as 3 horas seguintes não os desviei seque uma única vez dela. Não conseguia… The Dark Knight Rises estava a dar e os meus sentidos a tentar captar toda a informação que conseguiam.
Finalmente a longa espera, de 4 anos, findou. A grande obra de Christopher Nolan chegou aos cinemas mundiais e só depois aos nacionais que se atrasaram de 20 de Julho para 2 de Agosto. Nolan tinha uma tarefa inglória nas mãos, ele próprio tinha a noção que fosse como fosse que apresentasse este último filme, haveria sempre as vozes negativistas de um filme falhado. Porquê? Porque o seu antecessor atingiu o nível de perfeição quer a nível crítico como comercial. The Dark Knight, o antecessor, foi concorrente a oito Oscars, ganhou dois deles para a brilhante performance de Heath Ledger e edição de som e quebrou os recordes de bilheteira de 2008. Como poderia Nolan reinventar a proeza que atingiu com o filme de 2008?
Pois para muitos não o conseguiu fazer, mas para mim Nolan cumpriu muito bem o seu dever e entregou um grande final a esta trilogia que ficará para a história do cinema como das melhores trilogias sobre heróis de sempre.

Com todo o tempo que a película teve, a acção deu-se ao luxo de começar um pouco lenta, mostrar um pouco da nova vida de Bruce Wayne que se tornou um verdadeiro eremita depois de tudo o que aconteceu em Gotham, oito anos antes. A acção foi progredindo em ritmo à medida que nos ia fazendo rever personagens que já nos eram queridas dos filmes anteriores como o Dr. Fox, o Alfred, o Commissioner Gordon, etc. E foi-nos apresentando as novas, uma sensual Catwoman de Anne Hathaway, o terrorífico Bane de Tom Hardy, a querida Miranda Tate de Marion Cotillard. Quando o filme já a meio ia os espectadores já tinham sido brindados com bastantes momentos de acção e se, neste filme, a luta entre Batman/Bane se resume a socos e força bruta sem quaisquer armas não pensem que os efeitos especiais, característicos dos filmes Nolan, tinham sido esquecidos! Há sequências geniais como o rebentamento do estádio que até se pode ver pelo trailer do filme.
O filme é uma montanha russa de emoções, os momentos calmos são logo sucedidos por momentos de cortar a respiração e Bane contribui em muito para isso. Hardy está longe de conseguir o carisma que Ledger conseguiu para o seu Joker, mas era também para este novo vilão uma tarefa inglória, senão impossível, igualar o já lendário Joker de Ledger. Mesmo assim Hardy fez com que todos tremessem mal Bane aparecesse no ecrã, conseguiu fazer dele um vilão à altura do final de uma trilogia e sem dúvida à altura de um reformado Batman que se vê obrigado a agir.
E como todos os filmes de acção contam também com partes cómicas, a brilhante Catwoman de Hathaway ficou encarregue deles. Juro que quando vi o cast a ficar definido fiquei um pouco apreensivo a Anne ser escolhida para a Catwoman,  mesmo sendo uma das minhas actrizes favoritas, não a conseguia imaginá-la a ser sensual e implacável ao mesmo tempo. Este papel aproxima-se muito à Black Widow de Scarlett e nela assentou-lhe nem uma luva. Neste caso surpreendeu bastante e assentou na Anne nem duas luvas! A actriz transformou-se por completo e ficou num registo que nunca a tinha visto antes! Adorei a Catwoman dela e sem dúvida que foi o ponto alto do filme e a maior surpresa do mesmo!

Surpresas, surpresas foi o que não faltou também! Principalmente no final, os minutos estavam carregados de plot-twists simplesmente deliciosos que nos desviaram a atenção de uma luta final entre Batman/Bane muito fraquinha em frente da prisão de Gotham, esse sem dúvida que foi o ponto baixo do filme que foi. No entanto diluído por tudo o que nos foi apresentando nos minutos finais do filme que tornaram a obra de grande para gigantesco! Um obra que foi sempre acompanhada por mais uma fantástica banda sonora produzida por Hans Zimmer. Uma vez mais, mestre Nolan, obrigado por fazeres cinema tão bom! E que venham os Oscars! 

Avaliação: 18/20

10 de junho de 2012

7ª Arte


Dark Shadows

Desde o sombrio e aclamado Sweeney Todd: The Demon of Fleet Street que Burton não chegava ao cinema com algo de realmente muito bom. Alice in Wonderland foi uma da últimas obras do cineasta Norte-Americano que não só não deslumbrou como deixou demasiado a desejar, com isto não é muito difícil de se começar a especular que o bizarro génio do senhor Tim Burton tivesse um pouco murcho ou até mesmo a passar uma fase na sua vida profissional menos criativa. No entanto o realizador lá estreou outra longa agora em 2012: Dark Shadows. A obra veio electrizar as expectativas dos fãs mais acérrimos de Burton e o trailer veio ainda aumentar a euforia quando se percebeu que sairia de tudo aquilo um verdadeiro "filme à la Burton", bizarro, estranho, ridículo (no sentido bom da coisa), hilariante! Mas como não há Bela sem senão, Dark Shadows começou a não ser bem recebido pela crítica, aliás, foi como que trucidado pelas garras sedentas da crítica especializada que clamaram que o génio de Burton se encontra numa fase atribulada e que o filme roça o entediante. Para esses tenho uma única coisa a dizer: Calem-se!
O filme começa logo realmente muito bem! Com um inicio dramático e sombrio esperava-se que o resto da película respeitasse este pressuposto, mas o que mais me fascina aqui é que, muito à Burton, se consegue misturar muito eficazmente comédia com trevas, ou seja, assume-se como uma verdadeira comédia negra que nos encanta logo desde o inicio. 

A história de Barnabas Collins não me parecia de todo interessante (um rapaz que pregou um desgosto a uma rapariga que o amaldiçoa ao matar todas as pessoas que lhe são queridas e por fim a transformá-lo mesmo num monstro para o resto da sua eternidade), mas conhecer este Barnabas muito bem personificado por Johnny Depp, que teve mais uma grande performance, e a história da sua família (os Collins),  as peripécias da mesma, a rivalidade entre eles e Angelique Bouchard é tudo simplesmente delicioso! O ambiente criado por Burton também ajuda muito, primeiro um visual muito sombrio em tudo o que envolve a família Collins, depois, a contrastar, um ambiente todo muito colorido de uma Collins Port nos seus loucos anos 70. Tanto a termos de direcção de arte como de fotografia a película tem que ser aplaudida pelo ambiente, mais uma vez, caricato que conseguiu transmitir e a banda-sonora também contribui em muito para criar as imprevisíveis mudanças de "tom" do filme, passando de uma cena sentimental para uma cómica num ápice e é isto que mais fascina no meio disto tudo!
Por fim, os actores, todo o cast esteve realmente muito bem, Depp teve maravilhoso como sempre está num filme Burton, a segunda pérola foi mesmo Eva Green com a sua implacável e sedutora Angelique, a única "pedra no sapato", no meu ponto de vista, foi mesmo Jonny Lee Miller que teve um Roger Collins tão apagado e irritante que quase não o conseguia ver no ecrã! Do lado oposto está mesmo Michelle Pfeiffer que teve uma segura, forte e grande matriarca Elizabeth Collins! Pena, pena foi o pouco aproveitamento da personagem de Helena Boham Carter no filme, a alcoólica e hilariante Doc. Hoffman era simplesmente deliciosa!
Em suma, Dark Shadows é um filme realmente bom! Claro está, ainda um pouco longe dos grandes clássicos Burton, mas também muito, mas muito mesmo, acima da média do que tem ultimamente apresentado! Assim, aconselho muito o visionamento do mesmo e peço desde já as desculpas pelo mais longo 7ªArte já feito, simplesmente tive a necessidade de defender um grande filme que está a ser tremendamente injustiçado...


Avaliação: 16/20

6 de maio de 2012

7ª Arte



The Avengers

A mais recente obra dos estúdios da Marvel chegou aos cinemas e The Avengers já está a rebentar com as bilheteiras de todo o mundo! Depois do sucesso de Iron Man, Thor e Captain America, a Marvel decidiu reunir os três heróis mais a Black Widow, o Hawkeye e o Hulk em apenas um filme, reunindo assim os famosos “Vingadores”. A longa era um dos mais esperados blockbusters do ano e não me desiludiu nem um pouco! Toda a aventura começa com o reaparecimento de Loki (irmão de Thor) que desde logo coloca em causa a paz mundial e assim os The Avengers são obrigados a reagir.
Um filme ambicioso como este não teria de ser levado de ânimo leve, e de facto não o foi. O maior desafio para o realizador Joss Whedon era mesmo arranjar maneira de lidar com 4 protagonistas (Iron Man, Captain America, Thor, Hulk), mantendo-os o mais equilibrado possível e o que antes parecia ser um ponto fraco para o enredo do filme tornou-se num dos pontos fortes! Os quatro heróis (e quando falo destes quatro em particular é porque, de facto, são eles os protagonistas) têm afinal uma química inigualável e funcionam muito bem como equipa, no entanto nota-se claras diferenças entre o Stark de Robert Downey Jr e o Thor de Chris Hemsworth com o Captain America de Chris Evans. Captain America continua a ser, até provavelmente de todos os The Avengers, a personagem menos bem trabalhada e de todas a mais aborrecida. Não estou a dizer que o trabalho de Evans foi mau, mas longe está do inconfundível e carismático Iron Man! Agora passemos ao elenco feminino, Cobie Smulders teve uma performance bem sólida para quem está muito agarrada a um formato de série e a outra personagem completamente diferente (Robin de How I Met Your Mother) e, para mim um dos pontos mais altos do filme, a maravilhosa Scarlett Johansson que esteve maravilhosa como Black Widow, sendo frágil e fatal, sedutora e terrorífica, tudo ao mesmo tempo! Amei-a vê-la no ecrã a fazer os seus jogos psicológicos para a obtenção de informação aos inimigos (sua especialidade). Inimigos esses que quase que se personificavam numa única irritante figura: Loki! Loki que esteve, na minha opinião, ainda em melhor forma que em Thor, Tom Hiddleston dá-nos um demente, repugnante e calculista Loki que ao mesmo tempo consegue ter muito carisma fazendo com que durante toda a película o público não o odeie.
Finalmente o grande ex-libris deste The Avengers da Marvel são as sequências de acção que, de todos os filmes dos heróis da Marvel, são das mais espantosas! A derradeira batalha travada em Nova Iorque (para variar…) é completamente orquestrada por uma banda sonora potente e uma coreografia brilhante e vibrante que vai saltando de herói para herói e que consegue prender tanto o olhar como o fôlego do espectador no ecrã durante toda a batalha! Assim sendo, o resultado não poderia ser mais positivo! Vejam o filme e é JÁ!


Avaliação: 17/20

2 de abril de 2012

7ª Arte



The Muppets

Finalmente vi o grande regresso dos bonecos mais queridos dos EUA! Os Marretas voltaram ao grande ecrã num bom filme, cheio de momentos musicais deliciosos, mas não com uma força arrasadora.
O filme começa logo por pecar, infelizmente, com a escolha de um protagonista bem desinteressante e pouco carismático! Walter não tem a força de Coca nem tão pouco de Piggy, mas foi posto na ribalta e na acção central do filme sem o merecer. A história vai-se desenrolando e é quando aparece o "grupo forte" de Os Marretas (Cocas, Piggy, Animal, Fozzie, etc) que o filme começa a ganhar grande fôlego. Os momentos musicais de filme estão quase todos geniais, culminando num maravilhoso "Man or Muppet" com um Jason Segel inabalável! Não digo isto por ter ganho o Oscar, mas porque realmente é a melhor das músicas no filme! Outro elemento fortíssimo no filme foram os momentos cómicos que, no geral, não desapontaram nada e eram realmente engraçados. A história que se foi construindo em volta dos estúdios de Os Marretas motivou à reunião de todos os personagens desta icónica série, o que foi uma grande valia para o filme. No entanto os momentos mais dramáticos nesta longa-metragem não foram muito bem conseguidos, muitos deles roçam o piroso e o infantil. Não nos podemos esquecer que o filme é para crianças, mas podiam ter levado um pouco mais a sério a choradeira porque incomoda um pouco os adultos… Também tenho que referir que esperava muito mais de Segel e de Adams! Muito infantis nos seus papéis. Fazendo de adultos mas com mentalidade (e vozes!) de criança… É pena o tom forçado com que ficaram. Em suma, é um bom filme, é puro entretenimento e apesar de vários pontos fracos os momentos musicais quase que os limpam a todos! Aconselho a ver, mas não com grandes expectativas.
 Avaliação: 15/20


The Woman in Black

Harry Potter, quer dizer….Daniel Radcliffe volta aos cinemas e agora num filme de terror! A alma da história está mais que sabida e trabalhada em originais, sequelas, prequelas, spin-offs, etc. Um casa assombrada que atormente o seu morador, inclino, visitante, que de certo modo poe em causa a sua saúde mental e física. O filme conta logo com este ponto a “desfavor”, o facto de o argumento não ser original e de estar já este tema muito explorado. Mas há algo de novo neste The Woman in Black! A realização sombria de James Watkins ajuda a criar desde o início uma expectativa desconcertante que nos corrói a barriga, daquelas sensações indescritíveis quando se vê um filme de terror! Neste filme somos acompanhados por esta sensação do início ao fim, mas no entanto o problema de tudo isto é mesmo a história e a forma leve e rápida como tudo acaba! O filme quando está no seu apogeu de trocas e baldrocas, de sustos e arrepios, decide acabar de uma forma algo desajeitada e apressada. Acho que as peripécias principais podiam ocupar mais do tempo do filme, pois muito ficou por explicar (só se deixaram tudo um pouco em aberto para a sequela) . Daniel teve uma prestação sólida! Sabia perfeitamente o que estava a fazer e nós sabíamos perfeitamente que esta foi uma forma de ele se despegar do seu eterno Harry Potter que, de certa forma, conseguiu! O seu Arthur Kipps saiu natural, nada forçado, o que mostra que o actor é versátil e que há mais para além do rapaz dos óculos redondos! Em resumo, é um bom filme, um pouco apagado e que tinha potencial para fazer muito, mas muito, melhor!
 Avaliação: 14/20

23 de março de 2012

7ªArte: The Lord Of The Rings





Bem, eu sei que é uma grande falha minha, mas nunca tinha visto a Saga do LOTR toda e com muita atenção. Recentemente quis ver esta que é intitulada como uma das melhores sagas de fantasia cinematográfica de sempre e assim o fiz! Primeiro veio o Fellowship of the Ring que, sinceramente, gostei! Um filme brilhantemente realizado, com visuais e uma cinematografia soberba! Performances fantásticas como a de Ian Mckellen (Gandalf) e uma história/argumento electrizante e carismático. O segundo e terceiro filme vieram não só confirmar a excelência do primeiro mas tornar o muito bom em icónico e épico! 
The Two Towers chegou aos cinemas de todo o mundo em 2002 e rebentou com o mundo da fantasia num épico filme que passou de imediato a ocupar um lugar cativo nos "meus filmes favoritos". As batalhas em Two Towers são de uma mestria genial e ninguém melhor que Peter Jackson para dar vidas às mesmas! Isengard, Rohan e Mordor ficam desde logo icónicos nomes não só na Terra Média como em todo o mundo cinematográfico! 
The Return of the King não só rebentou com a 76ª Edição dos Oscars (ganhando 11 das 11 nomeações) como com as salas de cinema! O fim de uma saga deste calibre só poderia acabar em grande e acabou mesmo! Desde a guerra em Minas de Tirith até ao desmoronamento de Mordor, tudo foi realizado com mestria ao mais ínfimo pormenor! Parabéns Peter Jackson por teres tornado o The Lord Of The Rings numa realidade (:

              Fellowship of the Ring              Two Towers            The Return of the King
                       17,5/20                         19,5/20                        19/20  

27 de fevereiro de 2012

Vencedores e Vencidos


Os Oscars já foram e mais um ano passou. The Artist acabou por ser o grande vencedor da noite ao arrecadar 5 dos principais prémios ( Filme, Actor Principal, Realizador, Guarda-Roupa, Banda-Sonora). Hugo também deu que falar ao ganhar outros 5 Oscars, mas no entanto de "menor importância" já que são todos eles de categorias técnicas.
Por terras lusitanas cá estive eu agarrado à televisão para mais uma noite de Oscars. Cá estive eu numa manhã cheia de sono xD
Se se lembram eu fiz uma lista de previsões. Bem e parece que podem começar a confiar aqui no Lata Enferrujada já que a minha precisão foi de 87% (13/15). Vejam Aqui!
E vocês, já viram? Gostaram? Concordaram com os vencedores?

25 de fevereiro de 2012

And the Oscar goes to...


E a grande noite do ano está mesmo quase a chegar! Quem está ansioso? Vão ver a cerimónia ao vivo? Ou esperam pela manhã? (:
EU cá vou vê-la ao vivo, uma directa de quando em vez não faz mal nenhum xP

Ps: Toca a votar na sondagem! A menos de um dia de se encerrarem as votações está tudo um pouco empatado! Votem já no vosso favorito! :D

21 de fevereiro de 2012

Previsões Oscars 2012

Decidi-me este ano a fazer a minha própria lista de previsões para os vencedores das estatuetas de ouro. Isto irá revelar quem, para mim, tem mais probabilidades de ganhar e não as minhas escolhas pessoais, que por vezes  podem não ser coincidentes. Vou também apresentar alternativas pois há casos (como a categoria de melhor actor) em que a "guerra" pelo Oscar está mesmo muito renhida, ou seja, ou pode ganhar um ou o outro.

Melhor Actor Principal - Jean Dujardin (The Artist)  
Alt: George Clooney (The Descendants)


Melhor Actriz Principal - Meryl Streep (The Iron Lady)  
Alt: Viola Davis (The Help)


Melhor Actor Secundário - Christopher Plummer (Beginners)  
Alt: Kenneth Branagh (My Week With Marilyn)


Melhor Actriz Secundária - Octavia Spencer (The Help)  
Alt: Berenice Bejo (The Artist)


Melhor Argumento Original - Midnight in Paris  
Alt: The Artist


Melhor Argumento Adaptado - The Descendants  
Alt: Moneyball


Melhor Trilha Sonora: The Artist  
Alt: War Horse


Melhor Efeitos Visuais - Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2 X
Alt: Rise of the Planet of the Apes X


Melhor Cinematografia: The Artist X
Alt: The Tree Of Life X

Melhor Direcção de Arte - Hugo  
Alt: The Artist

Melhor Filme de Língua Estrangeira - A Separation (Iran)  
Alt: In Darkness (Poland)

Melhor Música Original -  Man or Muppet (The Muppets)  
Não faz sentido colocar alternativa, já que só há dois nomeados.


Melhor Filme de Animação - Rango  
Alt: Chico & Rita


Melhor Realizador - Michel Hazanavicius (The Artist)  
Alt: Martin Scorsese (Hugo)


Melhor Filme - The Artist  
Alt: The Descendants
Assim o The Artist torna-se no mais provável vencedor da 84ª gala dos Oscars. Esperemos para ver na madrugada de 26 de Fevereiro quem vencerá este edição (:
Concordam com as previsões? Quais são as vossas escolhas pessoais?

10 de fevereiro de 2012

7ª Arte

Moneyball


A concorrer para 6 nomeações (entre as quais melhor filme) está o grande filme desportivo do ano! Basicamente é um drama sobre baseball (que infelizmente não percebo nada) onde toda a trama é centrada numa equipa do meio da tabela da liga que não é lá muito folgada, economicamente falando. Assim encontramos Billy Beane (Brad Pitt), director desportivo dos Oakland A’s a tentar recompor uma equipa algo atormentada pela frustração depois de uma temporada gloriosa. O mote está dado e o objectivo é fazer dos A’s a equipa vencedora da nova temporada. Assim parece que nos damos de caras com mais um banal filme desportivo onde há uma série de problemas, mas que no final acaba-se tudo por resolver e acabam mesmo por ganhar. Mas este Moneyball, felizmente, foge muito ao estereótipo que se cria por vezes em volta destes mesmo filmes e, aliado a performances brilhantes de Brad Pitt e de Jonah Hill, catapulta o filme para um outro nível. Além de sermos brindados com as peripécias de um mundo quase desconhecido para os portugueses (o do baseball) também somos brindados com as próprias peripécias pessoas de Beane que trazem um lado mais emocional à obra que assenta que nem uma luva no geral do filme. Ainda conseguimos retirar desta excelente longa-metragem algo para reflectir enquanto sociedade, Moneyball mostra-nos, subtilmente, que o mundo é controlado pelos grandes, por aqueles que têm o poder e o dinheiro. Mas, através do espectacular testemunho dos A’s e de Beane, o filme deixa-nos com uma mensagem de esperança face a esta sociedade.
Em suma, é um merecido nomeado aos Oscars que merece toda a atenção que teve e está a ter, com excelentes interpretações e uma realização bastante eficaz, Moneyball despede-se de nós com uma das cenas mais emocionais e bem conseguidas de todo o filme.

Avaliação: 18/20

24 de janeiro de 2012

Nomeados Oscars


Hoje foram conhecidos os nomeados aos Oscars deste ano e "Hugo", de Scorsese, lidera com 11 nomeações! Seguido de perto pelo "The Artist" do francês Hazanavicius com 10 nomeações. A lista, porém, é um pouco diferente daquilo que eu estava à espera e queria... Mas fiquem aqui com a categoria de melhor filme e votem na sondagem ao lado, votem no vosso preferido  e não naquele que acham que irá ganhar

Best Picture: 
The Artist
The Descendants 
Extremely Loud & Incredibly Close
The Help
Hugo
Midnight in Paris
Moneyball
The Tree Of Life
War Horse

Vê o resto dos nomeados: AQUI

7 de janeiro de 2012

7ª Arte


The Help

Baseado no livro “As Serviçais” The Help conta-nos a história de três mulheres extraordinárias e muito diferentes no Mississippi durante os anos 60, que construíram uma improvável amizade em torno de um projecto secreto que quebra todas as regra sociais e as coloca a todas em risco. O filme mostra muito bem o que era a América dos anos 60, a incrível e abismal diferença que ainda havia entre pessoas brancas e negras, deparamo-nos com situações ao longo de todo o filme que nos faz questionar aquela sociedade que nem é assim tão antiga! Aibileen (Viola Davis) destaca-se como personagem principal, uma mulher com uma dura experiência de vida, marcada pelo desgosto, mas que a enfrenta de cara e de garras afiadas! Minny é a engraçada colega de Aibileen (Octavia Spencer) que traz com ela bons e engraçados momentos ao filme. Skeeter (Emma Stone) é a “mulher branca” que tenta lutar um pouco contra aquela sociedade baseada em racismo. Assim estão apresentadas as três personagens mais importantes deste filme que nos conta histórias de vida duras, mas sempre tentando puxar para uma nobre moral: o anti-racismo. O filme está muito bem conseguido, com excelentes performances! Para mim quem mais se destacou foram mesmo Octavia Spencer (esteve fantástica, alegre, dura, medrosa, triste, tudo passou por aquela mulher!), Viola Davis (deu-nos uma Aibileen bem verdadeira, franca, via-se muita mágoa no olhar da actriz) e ainda a fantástica Jessica Chastain que teve na tresloucada Celia uma personagem bem peculiar e cómica!
Assim sendo o saldo não poderia ter sido mais positivo para The Help! Aconselho todos a verem também esta grande obra realizada por Tate Taylor.

Avaliação: 17/20


Sherlock Holmes: A Game of Shadows


Apresento-vos o meu novo “guilty pleasure”: Sherlock Holmes 2!
Não muito amado pelos críticos, mas isso aqui não interessa nada! Pois a minha humilde opinião não podia ser mais positiva! Admito que não aguardava grandes expectativas, mas estava ansioso! Apreciei muito o primeiro Sherlock Holmes, queria muito ver este, mas pensava com certeza que seria pior que o primeiro e provavelmente banal… Enganei-me! O fantástico duo Holmes (Robert Downey Jr) e Watson (Jude Law) volta em grande à grande tela num fantástico filme cheio de acção, suspense e mistério! Os visuais do filme estão brutalmente bem conseguidos, os adereços são bons, o ritmo da longa-metragem está óptimo, a banda sonora acutilante e os actores muito bem, tal como no primeiro!
Guy Ritchie cumpre muito bem o seu papel em planos bem conseguidos e revitaliza de novo o mundo espectacular de Holmes numa sequela cheia de força! Os momentos de acção são de tirar o fôlego e os momentos cómicos roubam-nos várias gargalhadas. No geral o filme está muito bem conseguido, entretém a audiência e não a desaponta! Tal e qual como as bombas que se fartam de explodir nesta sequela, este novo Sherlock Holmes foi uma boa surpresa que “explodiu” logo no início do ano nos cinemas portugueses! Aconselho a todos, até àqueles que não são fãs do detective mais famoso do mundo, a irem ver o filme, pois passarão uns belos de uns 127 minutos! Ultrapassou o primeiro filme? Sim para mim ultrapassou!    
Avaliação: 16,5/20

15 de dezembro de 2011

7ª Arte Especial

Nomeados Golden Globes

Lista completa: AQUI

Há muito se sabe que os Golden Globes não são nada credíveis... E a cada ano que passa parece que este facto é mais evidente!
A recente lista de nomeados para a época de 2011 para o mundo da televisão norte-americana e para o cinema apresenta várias situações caricatas e ausências inexplicáveis, vejamos:
A valorização de certos filmes em detrimento de outros. O caso mais flagrante na minha opinião foram as várias nomeações colecionadas por The Ides of March. As raras nomeações para filmes como A Dangerous Method, Drive, etc. E as ausências de Tinker Taylor Soldier Spy, Tree of Life, Dunst em Melancholia.
Senti também a falta da nomeação para Ryan Gosling na categoria de melhor actor através de Drive(foi reconhecido em The Ides of March- ?!).
O mais caricato é a nomeação do filme In the Land of Blood and Honey para Melhor filme estrangeiro, visto ser considerado uma produção Norte Americana... 
Na categoria de televisão, é imcompreensível a ausência de How I Met Your Mother das nomeações para melhor série de comédia e a ausência de The Walking Dead em melhor série de drama.

11 de dezembro de 2011

7ª Arte

Melancholia

Desde já tenho que referir que me é algo difícil avaliar um filme tão complexo como o Melancholia. Mas é isso mesmo que o torna tão especial e tão magnífico.
O filme arranca com um fantástico prólogo de 7 minutos com várias imagens e planos aterrorizantemente belos! Juntamente com a poderosa “Tristan and Isolde – Prelude” de Wagner, estas cenas iniciais despertam de imediato o espectador a fazer um exercício de introspecção, à medida que vários símbolos importantes no filme passam pelo ecrã.
Logo de inicio Lars Von Trier começa por mostrar o fim. Literalmente o fim… E com isso, como ele próprio disse, “queria deslocar a atenção do espectador do acontecimento em si para o cenário humano subjacente”. Assim, o cineasta demarca logo o que lhe é mais importante: o enredo humano no cenário apocalíptico de Melancholia. 
O tal enredo humano centra-se na relação de duas irmãs bem diferentes que vivem no seio de uma família bem disfuncional. Sendo Claire (Charlotte Gainsbourg) a mais racional das irmãs e Justine (Kirsten Dunst) a que se encontra num estado emocionalmente instável. O filme foi interessantemente dividido em duas partes, começando pela visão de Justine sobre o seu casamento falhado. A sua inconstância psicológica e debilitação mental foi entrave à felicidade deste casamento e aqui é interessante ver a performance brilhante de Dunst que teve um dos papeis da sua carreira.

A segunda parte do filme é centrada em Claire, que foi fantasticamente representada por Gainsbourg, e é nesta parte que o filme se supera a si mesmo! É aqui que temos a noção do impacto humano que esta obra tem. À medida que o planeta Melancholia se aproxima da terra o estado psicológico de Claire (o pilar racional daquela família) vai-se deteriorando e Justine, por seu lado, aceita com tranquilidade o inevitável: o final dos tempos. É estas duas atitudes diferentes que despertam a actividade reflectiva do espectador. E é este emaranhado de atitudes, fragilidades e sentimentos humanos que é tão interessante de ver, contemplar e analisar neste filme.
Melancholia acaba com uma cena poderosa, bela e perigosa! A combinação de imagem-som é tão brutal para com o espectador que quando os créditos surgem rodeado por um estridente silêncio e as luzes da sala se acendem, todos os espectadores ainda se encontram de olhos bem abertos a olhar para o ecrã e com a respiração ainda cortada por aquela cena feroz.


Avaliação: 18/20

21 de novembro de 2011

7ª Arte

Twilight: Breaking Dawn - Part 1


Para histerismo de muitas fãs, o trio maravilha de Holywood preparou mais uma das suas e apresentou-nos o fresquinho Twilight: Breaking Dawn – Part 1. Passados uns 50 anos de dizer o nome mais umas duas horas de visionamento ficamos com a sensação de mais do mesmo e com um sabor amargo de dinheiro mal gasto.
A saga dos vampiros continua a não encantar e desde o seu primeiro capítulo que não nos presenteia com algo de realmente bom. Ora vejamos, este filme é um susto para qualquer rapaz: casamento, lua-de-mel, perda do período, gravidez e muita, muita lamechice pelo meio. A acção é quase nula e o filme arrasta-se tão devagar que o ecrã quase parece estático na primeira hora e meia de filme. A Bella de Kristen Stewart está má, pior que nos anteriores na minha opinião, Stewart conseguiu o inimaginável: ter a mesma expressão facial durante toda a duração da longa-metragem. Robert Pattison mostrou um pouco de desgaste neste Edward um pouco já irritante. Não nos apresentou nada de novo, pelo contrário, teve uma interpretação bastante banal. O famoso Jacob brilhou pouco, muito pouco. Mesmo continuando a apresentar os seus abdominais invejáveis (levei com eles logo nos primeiros segundos do filme) o actor não sai da cepa torta e traz com ele uma interpretação abaixo do razoável.
O filme peca muito pela inactividade e denota-se que foi um erro grave terem dividido a sequela em duas partes, pois para esta primeira parte ficou reservado tanta acção como a de ir buscar o pão de manhã ao café da esquina… Apenas no final somos como que borrifados por certas brisas de acção que ainda nos acabam por acordar do tédio vivido. O trabalho da realização não foi brilhante, parecendo que tudo funcionou a meio gás. O filme acaba também por apresentar a cena mais ridícula de toda a saga: O diálogo entre a alcateia de lobos que está definitivamente mal feita e infantil!
Os minutos finais acabam por salvar um pouco o fiasco de todo o filme, o flashback de Bella foi um dos pontos fortes, uma compilação bastante bem conseguida. Também bem conseguido foi a caracterização de Bella nos últimos minutos deste Amanhecer, que conseguiu fazer de Swan um autêntico saco de ossos bem frágil e incapacitado.  O último plano do filme está algo de genial! Que nos deixa uma réstia, tanto de curiosidade como de esperança para o próximo número desta saga!

Avaliação: 7/20