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19 de maio de 2012

Prazer



Os olhos cruzam-se, vacilam por apenas uma fracção de segundos, mas acabam por se impelir para a frente, dominados pelo súbito desejo carnal.
Os braços cruzam-se, os lábios colidem, as línguas dançam, os corações disparam, as mãos procuram-se e assim os corpos se unem.
O ofegante rapaz prende-a contra o seu peito, desvia a face da boca dela para, de seguida, a enterrar no meio dos seus salientes seios. Beija-os de imediato ao mesmo tempo que despe o tosco top e os pequenos calções de ganga da rapariga que solta ofegantes gritos sussurrados enquanto remexe no cabelo dele com as duas mãos.
Do nada a rapariga solta um grito como se farta dos beijos do rapaz. Puxa-o pelo cabelo, empurra-o contra a fria parede branca, arranca-lhe a t-shirt preta do seu corpo e começa a beijar os seus salientes músculos, descendo cada vez mais pelo tronco do rapaz que se vai contorcendo em excitação… Finalmente quando a rapariga lhe tira os boxers ferozmente o narrador decide-se retirar e deixá-los entregarem-se ao prazer carnal.

3 de maio de 2012

Gostava de te Amar



Por vezes gostava apenas de te pegar na mão, de te olhar nos olhos, de te dizer o quanto gosto de ti.
Por vezes gostava apenas de me aproximar de ti, de te pregar um beijo, de te sussurrar verbos proibidos aos ouvidos.
Por vezes gostava apenas de ser homem o suficiente para admitir que te amo! Mas contínuo a dizer-me que é mentira, que estou enganado...

4 de abril de 2012

Nós?



A berrante música frenética bombava naquele bar de praia onde nos encontrávamos. O álcool em excesso fervilha nas nossas quentes veias e deturpa a visão e o equilíbrio. O corpo mexe-se, quase automaticamente, ao som das batidas secas das grandes colunas pretas. As luzes psicadélicas baralhavam ainda mais o cérebro atordoado. No meio de tudo isto tu vieste ao meu encontro, envolves o meu pescoço com os teus braços e aproximas o teu corpo. Eu respondo ao agarrar-te pela cintura e a puxar-te mais para mim. Ainda a dançar, tu sussurras ao meu ouvido:
-Oh, gosto tanto de ti!
- Eu também de ti – respondo eu a sorrir.
-Tu és espetacular – diz ela.
Continuámos ali, naquele abafado bar, abraçados e a dançar enquanto eu tentava perceber o que estava acontecer. Sempre fomos amigos, por vezes mais íntimos, mas nunca ela me tinha dito tais coisas… Ela sorri-me e eu beijo-lhe a face e depois o pescoço. Ficámos assim por uma fração de segundos que pareceu horas, depois ela larga-me e começa a dirigir-se para a praia logo em frente. Fico sozinho no bar, atarantado, sem saber o que fazer. A música continuou, a bebida aumentou, as luzes não pararam. Eu continuei ali, no bar, sozinho…

11 de março de 2012

Tu



Olhas-me e eu estremeço. Tocas-me e eu congelo. Sorris-me e eu acredito. Beijas-me e eu sonho.
És tão depressa o quente sangue que me corre nas frenéticas veias, como és um aguçado e frio punhal pronto a espetar-se-me nas carnes. És tão depressa desejo, como repulsa. Tão depressa loucura, como lucidez. Tão depressa perfeição, como erro. Tão depressa suave, como asfixiante. Tu, tão depressa amor como ódio. Os teus olhos são armadilha, o teu toque queima, o sorriso é falso e o beijo irreal!

18 de fevereiro de 2012

Do You Remember?


Do you remember that Friday in the afternoon, 2 years ago? That cold afternoon of November. Do you remember? 
-It's freezing out here! - you said, with your joyful voice. I smiled at you and I pulled you into my warm arms. You smiled back to me and you kissed me with your red lying lips. 
Do you remember that afternoon? 
The blue sky with no threatening cloud, the whispering cold breeze, the friendly and comfortable silence, the sweet stupid words, the intimate nostalgic touch...  
Do you remember that afternoon? 
Our own life in our own planet. Our own love in our own way. Oh do you remember that fucking afternoon?! 
Bet not... But I do. I do not only remember that afternoon, but also I repeat it over and over on my stupid mind. Oh I would do everything to make you remember that cold but warm afternoon of November...

10 de janeiro de 2012

Som Melancólico


Vagueio pela minha cinzenta cidade, de headphones postos a ouvir uma deprimente melancólica melodia qualquer. O frio vento embate na minha face branca enquanto ando, passo após passo, sempre a pensar em ti. Ando, livre, como se fosse a teu encontro, imagino como seria, desejo o nosso toque, sonho o nosso beijo.
A música cruel contínua a invadir-me os nostálgicos sentidos. A mão contrai-se em fúria, os ouvidos escutam com tristeza, o nariz suga a cortante rajada, os lábios matam a sede em miragens e os olhos… Oh, o espelho da alma, esse cerra para evitar que as pesadas lágrimas nostálgicas caiam na fria calçada cinzenta.
A música contínua e eu contínuo a seguir o meu caminho, em frente, mesmo quando a minha alma deseja voltar para trás… 

3 de janeiro de 2012

Ano Novo


O champanhe já borbulhava nos esguios copos de vidro que iam sendo distribuídos por todos os que se encontravam na sala. Mesmo com o final do velho 2011 à porta e com toda a agitação que isso causava não só ao grupo de amigos mas ao mundo inteiro, Guilherme não conseguia tirar os olhos dela. No outro lado da sala, de vestido branco com um decote bem generoso, encontrava-se Rita a olhar para as passas na sua delicada mão branca, contando-as ansiosamente, sem saber que estava a ser cuidadosamente observada.
Finalmente o antigo relógio da cidade bombeia um estridente som de antecipação da hora e o ecrã televisivo começa a contagem decrescente. Os inquietantes números iam passando à medida que o mundo os gritava. A adrenalina crescia e teve o seu pico no coração daqueles jovens quando a contagem se resumia aos três derradeiros algarismos.
O relógio lá dava as primeiras badaladas efusivas do ano. Os amigos gritavam em uníssono “2012”. O mundo celebrava despreocupado. Os céus iluminavam-se em alegria. O Guilherme aproximava-se de Rita. A Rita finalmente olha para ele. Ele pede desculpa e beija-a nos seus vermelhos lábios carregados de batom. O champanhe dos dois entorna-se, as passas caiem esquecidas. 2012 chega e um novo começo para eles também.



7 de dezembro de 2011

Sextas-Feiras


O grupo de amigos lá se ia divertindo no barulhento bar da pequena, mas bem viva, cidade que rebentava sempre pelas suas costuras nas noites de sextas-feiras.
Ele, já um pouco zonzo graças a um conjunto de variados factores boémios, não despregava o seu tímido, mas ávido, olhar dela e dos seus longos cabelos loiros e ondulados.
-Pára lá de comer a Ana com o olhar, meu! – Dizia o seu melhor amigo mesmo ao seu lado na mesa molhada de cerveja do pub.
Ele responde-lhe ao levar o dedo indicador da mão direita aos lábios e ao sibilar: Chiu!
A certo momento, das colunas do atafulhado bar, começa-se a ouvir Vampire Weekend. Ana exclama o quanto gostava da música. Ele, prontamente, diz a soluçar:
-Queres dançar?
Ela levanta-se tão depressa que a já lenta percepção dele não apanhou o movimento. Agarra as mãos dele e puxa-o do banco de madeira. Ele entrega-lhe as mãos e, já de pé, puxa-a contra o seu corpo. Ela envolve os seus braços no pescoço dele e ficam-se a dançar atrapalhadamente.
Ele, a custo, diz-lhe:
-Sabes? Acho que nunca te disse que te amo…
Ela estanca ao ouvir aquela curta mas perigosa palavra. Ele aproveita a imobilidade dela e prega-lhe um beijo nos seus doces lábios. O beijo só acaba quando os Vampire Weekend se calaram e, de seguida, ela larga-o e ele, desamparado, cai no chão do bar.   

11 de outubro de 2011

Tejo


Agarro-te pelo teu frágil braço e arrasto-te pela nossa cidade da saudade. Praguejas comigo e tentas-te soltar das minhas quentes mãos. Eu deixo-te por um segundo, mas logo de seguida abraço o teu delicado corpo e beijo, ao de leve, a tua branca face que, prontamente, respondeu ao meu toque ao encarnar as tuas macias maçãs de rosto. Sorris e, com essa tua graciosa boca, prendes-me com um longo beijo. Eu envolvo a tua desorientada cabeça num dos meus braços, enquanto o outro te puxa contra o meu corpo.
Quando os nossos lábios se saciaram, os meus olhos atravessaram os teus. Sorri e acaricio o teu bonito rosto que também me sorri afectuosamente. Apanhei uma madeixa do teu cabelo castanho que fora arrastado pelo vento e, por fim, deixo-a escapar-se por entre os meus finos dedos.
Juntos olhámos para o nosso reflexo espelhado nas águas calmas do Tejo. Fixei os teus olhos na água e disse-te:
- Dava tudo para ficar assim… Contigo… Para sempre…

19 de julho de 2011

Lisboa: O Final

Para veres o episódio anterior: Clica Aqui!

Lisboa: O Final
Ambos saíram da majestosa Torre Eiffel. Afonso segurava a esguia cintura de Brigitte e sussurrava-lhe ao mesmo tempo aos seus delicados ouvidos. Ele afastava os desgrenhados cabelos dela, agitados pelo vento que se tornava feroz, e acariciava a sua feliz face com os seus longos dedos.
Um repentino trovão abate-se sobre a cidade de Paris que já estava pintada de negro pelas espessas nuvens carregadas de mau presságio.
- What?! It was really nice when we left your house… - Disse Afonso, analisando o céu ameaçador.
- I don’t give a shit! I’m with you – Responde Brigitte a sorrir.
Afonso, deliciado, beija-a e envolve-a nos seus fortes braços para a proteger da revoltosa tempestade que ia ganhando força. Os seus já conhecidos lábios dançavam num apaixonado bailado, perfeitamente coreografado e executado, enquanto o vento, aliado com os trovões, rugiam aos ouvidos dos parisienses e dos dois amantes.
Afonso, lentamente, abre os olhos e diz:
-Stay with me…
-Forever – Diz ela comovida.
A pequena fotografia de ambos em Lisboa fora, de súbito, apanhada pela forte tempestade e foi arrastada sem piedade pelo grosseiro vento.
Afonso larga Brigitte e corre atrás da Polaroid que embate no frio chão de Paris no exacto momento em que começa a cair do pesado céu grossas gotas de água.
Afonso apanha a molhada Polaroid e, nesse exacto momento, um berrante som de uma cruel bala disparada irrompe pela frenética cidade que, numa fracção de segundos, se torna sombria e silenciosa.
Afonso olha, cautelosamente, para trás. Vê Brigitte caída na calçada, curiosamente de estilo português, de mãos no peito a jorrar sangue para o chão que já se encontrava alagado pela imparável chuva.
Afonso fica petrificado a olhar para Brigitte e para o tosco mas fatal ladrão que tentava escapar da polícia francesa depois de ter assaltado uma ourivesaria perto da Torre Eiffel e que disparou contra o tímido peito de Brigitte por engano.
Ele, incrédulo, corre na direcção dela. Ajoelha-se e acolhe-a nos seus braços. A chuva embatia nos amantes com força e as lágrimas de Afonso começavam, incessantemente, a brotarem-lhe dos esbugalhados olhos.
-Please… Stay! – Disse ele a agarrar na face dela e a soluçar.
-It would be so perfect… - Dizia ela a divagar.
Afonso agarra-a com mais força contra o seu peito e beija-a nos lábios que já não o acompanhavam na perfeita dança coreografada.
-I’ll always be with you Afonso… - Diz ela. A custo levanta um dos braços e acaricia a face de Afonso ao mesmo tempo que dizia, com o seu sotaque francês:
- Amo-te Afonso.
-Je t’aime – Respondeu ele, beijando-a um última vez.
Um revoltado trovão irrompe nos céus escuros de Lisboa. A cidade da saudade é, assim como Paris, fustigada por terríveis e súbitas intempéries negras que nada mais eram que a materialização de um terrível, amaldiçoado destino cruel.
-Amo-te – Sussurrava ele uma última vez para Bri.





27 de junho de 2011

Last Friday Night


Ela, agarrada ao rapaz que atenciosamente a vigiava, tentava equilibrar-se para não se estatelar na íngreme calçada portuguesa que dava acesso à praia. Aos ziguezagues e a cantar lá ia ela, e todo o seu grupo de amigos, a descer a ruazita ericeirense depois de terem bebido uns quantos shots num dos apinhados bares da vila.
O rapaz larga-a quando chegam ao molhado areal da praia e ela, imediatamente, cai no chão. Começa-se a rir e deita-se por completo na areia. Aponta para o céu estrelado e começa, novamente, a cantar um tolo hit de verão da Katy Perry que, provavelmente, passou na mega fm.
O rapaz loiro, que ainda estava razoavelmente bem, senta-se ao lado dela e sussurra-lhe, para que os restantes não ouvissem, ao ouvido:
-Amo-te.
-“Last Friday Night. Yeah we dances in tabletops, and we took to many shots…” – cantarolava ela a ignorá-lo.
-Ana? Ouve-me!
-“Think we kissed but I forgot. Last Friday Night yeah!” – Continuou ela a dançar com os braços no ar e a abanar os longos cabelos loiros no areal.
Ele, irritado, levanta-se para ir ter com os outros. Mas, antes, ela puxa-lhe pela mão. Ele cai em cima dela. Ela beija-o fugazmente, como se já esperasse por aquele momento há muito tempo. Ele agarra-a com os seus braços e prende-a ao seu corpo. Ela entrelaça as suas pernas nas dele e diz:
-“Think we kissed…
Ele tapa-lhe os lábios com uma das mãos e, para que ela não voltasse a cantar, diz:
-Yes. But we will not forget!

24 de junho de 2011

Traição


Olhei para ti… Era errado. Mas apreciei cada centímetro do teu sedutor corpo que, perigosamente, me atraía. Cada movimento teu, cada gesto teu, cada olhar teu era um cruel chamamento que me cegava a razão e me incendiava o corpo que, ferozmente, pedia por ti.
Tentei abstrair-me da tua venenosa armadilha, a razão tentava impor-se à tão apetecível tentação. Mas quando de ti despreguei o olhar, tu decides vir-me buscar. Olhas para mim com esses teus olhos verdes, esboças um maléfico sorriso que quebra com a minha respiração e que descompassa o meu tímido coração.
Uma suave rajada de vento agita o teu longo cabelo castanho claro que embate na minha desfigurada face. Respiro o teu doce e tentador cheiro e perco mais um pouco da já débil razão. Agarras na minha mão e obrigas o meu braço a abraçar o teu gracioso corpo, que cada vez estava mais próximo do meu.
Por fim, dizes o meu nome dos teus carnudos lábios que, fatalmente, se pregam nos meus. Bastou isso para exterminar a razão. Entrego-me a ti. Seguro nas tuas ancas para não fugires. Tu agarras o meu pescoço. Os nossos lábios ainda se exploram e os nossos traidores corações palpitam em conjunto nos nossos vis corpos que se entregam, assim tão facilmente, ao tentador crime da traição.

23 de junho de 2011

Lisboa: O Retorno

(Últimos Episódios)
Para ver o último episódio: Clica Aqui!

Afonso ainda estava deitado na cama de sorriso no rosto. Brigitte pegou nas esguias calças de ganga, pegou no top preto que comprara em Lisboa com Afonso a dizer: I Lisbon. E vestiu-o. Ela lança um comprometido olhar a Afonso pois sabia que ele adorava vê-la com aquela t-shirt que lhe acentuavam os já volumosos seios. Ele, que a analisava cuidadosamente, diz:
-I know that shirt.
-Yes… And now it’s my turn to present you Paris. C’mon, get your fat ass off the bed! – Diz ela em jeito de brincadeira.
-Hum…- responde Afonso- Ok, It seems like a good plan!
Rapidamente Afonso se vestiu. Saíram do caótico apartamento e dirigiram-se à, já apinhada, rua parisiense. Estava um dia bonito, o céu estava azul, apenas no horizonte se viam negras nuvens, o clima estava ameno, corria uma morna brisa que permitia ter apenas uma camisola por cima da pele. Havia já aventureiros de calções e t-shirts.
Lado a lado iam caminhando pelas ruas de Paris, Brigitte ia descrevendo tudo o que via. Estava verdadeiramente animada.
Afonso, de súbito pára, agarra na mão de Brigitte para a imobilizar também, com a outra mão agarra-lhe o pescoço e beija-a. Os tão já familiares lábios exploravam-se sempre com a mesma vivacidade e prazer da primeira vez que se beijaram. O repentino beijo foi interrompido por uma suave mordidela de Brigitte no lábio inferior de Afonso. Sorriram e Brigitte pergunta:
-What was that? I was talking!
-I know, I just had a great desire of kissing you – respondeu ele a sorrir maliciosamente.
Ela sorri-lhe e ele exclama:
- Take me to the Eiffel Tower!
-Ok… But that’s so cliché! – Diz Brigitte a revirar os olhos.
- Please… - Suplica Afonso.
-I’m already walking! – Responde-lhe ela.
Rapidamente chegaram à imponente torre de ferro. Entraram num elevador para se conseguir ver a maravilhosa vista sobre Paris. Afonso rodeia Brigitte com os seus braços, aperta-a com força contra o seu peito, encosta os seus lábios nos dela e diz:
-I just want you, for the rest of my life Bri…
Ele tira do bolso a foto que haviam tirado em Lisboa quando se conheceram, deu-lha. Ela agarra na foto e deixa escapar uma lágrima que cai suavemente na foto lisboeta. Eles beijavam-se, novamente, sobre o olhar atento da cidade dos amantes.

6 de maio de 2011

Lisboa: A Entrega (Últimos episódios!)

Pois é, aqui está mais um episódio desta novela que já dura...
Por isso posso já garantir que estamos na fase de: Últimos Episódios

Episódio anterior: AQUI

Lisboa: A Entrega



Afonso ignora o gutural desesperado grito do rapaz loiro e agarra firmemente Brigitte, como se a quisesse proteger.
O rapaz chega, de novo, perto da branca porta, separa-os e, de olhos nos olhos com Brigitte diz muito alarmado:
- Je dois me dépêcher et ne trouve pas ma veste noire! Oh… Après tout, c'est le célèbre garçon portugais? C'est très beau!* – Pisca o olho a Brigitte de forma perversa e volta para dentro do apertado apartamento.
Afonso lança um olhar bastante confuso a Brigitte. Não percebia nada de francês, mas ainda percebia menos de toda aquela curiosa e bizarra situação.
-Oh! – disse ela timidamente com o seu arranhado lindo sotaque – Sorry… That guy was Launce. Ao ver que Afonso ainda estava confuso apressou-se a dizer:
- He is my best friend! He is gay… Relax!
Ao ouvir estas últimas quatro palavras Afonso percebeu toda aquela estranha situação.
-Ah! Ok, I thought… - Foi interrompido por Brigitte que pregara o seu fino dedo nos desejosos lábios dele. Aproxima-se para, uma vez mais, o beijar e ele assente toda aquela tentadora provocação dela.
Não lhe resistindo ele beija-a com paixão e começa, como se de um reflexo se tratasse, a despir-lhe a pequena t-shirt preta decotada com a torre Eiffel no meio dos volumosos seios. Ela esboça um pequeno sorriso enquanto o beijava e, do nada, morde-lhe o lábio inferior suavemente com malícia. Com isto ela arrasta-o para dentro do desarrumado apartamento e guia-o para o seu quarto pouco espaçoso.
Ele cai na pequena cama de Brigitte e ela enrosca-se nele, beijavam-se novamente e iam-se entregando aos suplicantes desejos do prazer carnal à medida que os nervosos descompassados corações bombeavam o frenético sangue por todas as suas tímidas veias.
Launce, ainda desnorteado, entra de rompante no quarto quando já os amantes se encontravam semi-nus. Pára por um momento, esquece o casaco e fixa-se no corpo escultural de Afonso. Brigitte, irritada, grita:
-Sortez Launce! Déficient!
Ele apenas lhe responde com um revoltado revirar de olhos e sai porta fora, deixando-os em paz.
Brigitte fixa o olhar de Afonso e, como se lhe quisesse ler a alma, sussurra:
- You are just mine! Until my death!


*"Tenho de me despachar e não encontro aquele meu casaco preto. Oh... Afinal é este o famoso rapaz português? É bem giro!"

9 de novembro de 2010

Lisboa: A Despedida

Lisboa: A Despedida

Ela interrompe o suave beijo com um rasgado sorriso. Suspira e delicadamente sai dos braços de Afonso. Recompõe-se e dirige-se ao Lisboeta que ainda segurava na máquina Polaroid que já tinha a foto imprimida.
Volta para os braços de Afonso e mostra-lhe a foto do momento do suave beijo.
Assim passam todo o frio mês de Novembro. Afonso escapulia-se das aulas sempre que podia para ir ter com a sua Brigitte. Encontravam-se em todo o lado. Em Belém, na Expo, nos Restauradores, em Benfica, no Rossio, em todo o lado. Mas, no fim de Novembro, Brigitte, de semblante misterioso, envolve-se nos braços de Afonso. Olha-o nos olhos e diz:
-Take it! – Ela, a tremer, entrega-lhe a modesta magnífica foto que saiu da Polaroid no dia em que se conheceram.
-In the future, if you need me you will look to the picture. You...
-You will know that I kinda love you. – Prossegue Brigitte que com mágoa sorri-lhe.
-Bri! Why are you so serious? – Pergunta ele já desconcertado.
-Afonso. Tomorrow I’ll be in a flight, to Paris. I must go…
-What?! Tomorrow?! But…
-Shh… - Silencia-o ela com a ajuda do dedo indicador que, delicadamente, escorrega pelos lábios dele.
Depois de se desprender Afonso continua:
-I promised that I wouldn’t let you go!
-I must go! My life is not here. And your life is not in France, because I’m not a part of your life Afonso. – Responde-lhe Brigitte que por momentos deixa escapar uma lágrima.
-Are you insane? – Grita-lhe Afonso. Ela retrai-se, amedrontada. Ele, arrependido, abandona a fúria que lhe transfigurava a cara e, suavemente, diz:
-Please! Bri… I just can’t.
-Afonso, you always knew that I was in Portugal only to visit, not to live! And I hate goodbyes so, it’s only a see you later…
-But do me one last favor: Kiss me…
Afonso, de lágrimas a brotarem-lhe dos olhos, envolve os braços nela e beija-a como nunca antes o fizera. Os lábios de Afonso encontravam-se com os lábios de Brigitte numa fatal sincronizada dança feroz. Era o último beijo...

1 de novembro de 2010

Lisboa: O Momento.

Lisboa (3º episódio)
Clica aqui → Se quiseres ler o episódio passado!

Ele, de braços pregados na cintura de Brigitte, sussurra-lhe ao ouvido:
-Bri, I present you Praça do Comércio.
Ela, maravilhada, espanta-se com a dimensão da praça. Percorre cada milímetro com os seus apressados olhos azuis que tudo queriam analisar, por fim, com um suspiro, prega os olhos no sedutor rio que se estende logo depois da imponente praça.
-Oh mon Dieu! – Escapa-lhe pelos finos lábios que ainda estavam deformados pelo espanto.
Ela, ansiosa, puxa-o pelo braço e começa a correr pela extensa passadeira que liga o Arco da Rua Augusta à Praça.
-Come on! I want to see the square! – Grita Brigitte.
Ele, a sorrir, deixa-se levar pelo fino braço que o puxava. Ela percorre toda a praça ainda a agarrá-lo, arrasta-o até ao final da calçada e, aí, diz-lhe:
-I want a Picture here! With the river behind!
-Ok, I’ll take it. – Responde Afonso.
-No! I want a picture with you. Larga o braço do rapaz, dirige-se a um lisboeta que por lá passava e aborda-o para lhes tirar uma foto. De bom grado o simpático lisboeta aceita.
Ela, agitada, corre de volta para Afonso e abraça-o. Ele, respondendo ao abraço, recolhe-a nos seus braços e beija-a. Nesse preciso momento o lisboeta, de sorriso na cara, tira a foto.

24 de outubro de 2010

Despedida no Cais


Ela, de olhos pregados no chão, deixa cair uma pesada lágrima. Ele, a tremer, agarra no seu queixo e levanta-lhe o triste semblante. Os seus verdes olhos encontram os azuis olhos dela. Ambos se olham, ele contemplava toda a perfeição dela. Ela apenas retribuía com um profundo olhar de mágoa. Ambos se olham por longos minutos e nada dizem. Ele avança, encosta os lábios nos delicados ouvidos dela e sussurra:
-Tenho de ir…
Suspira no seu ouvido, desce os lábios pela sua face e, encontrados os finos lábios dela, beija-a fugazmente, como se do último beijo se tratasse.
Ele suspira uma vez mais, desprende-se dela e vira-lhe costas.
Ela, instintivamente, puxa-o pelo rígido braço que já segurava no pesado malão verde com o símbolo da tropa inglesa. Segura a cara dele com as duas trémulas mãos e, desesperadamente, diz:
-Volta! Volta para mim!
Um grave soluço interrompe-a, ela larga a cara dele e envolve os seus finos braços à cintura dele.
Ele, horrorizado, beija-a ao de leve na sua testa e envolve, também, os seus braços nela.
Um grave som interrompe-os e ele, de olhos pregados nela, grita-lhe:
-Amo-te!
Ela, desamparada, cai no molhado chão. O desespero e o medo trespassam-lhe a alma e ela, agarrada ao peito, grita desesperada. Um grave soluço interrompe o agoniante grito e ela desfaz-se em lágrimas que, cruelmente, caiem no doloroso chão frio.

15 de outubro de 2010

Lisboa: O Começo.

Uma leitora do blog desafiou-me a continuar a história do post "Um dia de Lisboa" e aqui está a continuação :D
Espero que gostem.
Ps: Estes textos contem diálogos em Inglês, desculpem =X Tenho que manter a "credibilidade" da história xD
Lisboa: O Começo.



Ele, ainda com os lábios encostados aos dela, esboça um sincero sorriso que lhe transfigura a face. Suspira e volta a beijá-la.
Ele envolve-a com os seus braços e aperta-a contra o seu musculado peito. Ficam, assim, abraçados durante longos preciosos minutos.
Ela, de olhar desafiador, recua e desprende-se dos fortes braços do rapaz lisboeta que acabara de lançar um trejeito de confusão.
Ele abre a boca para lhe perguntar o que acontecera, mas antes da voz se soltar os carnudos lábios foram selados pelo esguio dedo indicador da francesa.
-Shhh- Ordenou ela num sussuro. – My name is Brigitte.- e esboça também ela um sorriso. Um simples, mas sentido sorriso.
Ele, ainda atarantado, responde a gaguejar:
-Oh! What a wonderful name! – Sorri. – My name is Afonso.
Ela, de ar perturbado, vira-lhe costas. Ele, preocupado, desloca-se agilmente para a sua frente. Agarra, delicadamente, no queixo de Brigitte e, de olhos presos nos dela, pergunta:
-What? I missed something?
Ela, ainda perturbada, responde-lhe:
-Afonso! – Com um carregado sotaque francês. – Oh! I can’t say your name! But I love it.
Ele, aliviado, dá sonoras gargalhadas e responde-lhe:
-It doesn’t matter Bri!
-Bri? - Pergunta ela curiosa.
-Yes! Now you are Bri to me! – Sorri.
Abraça-a e beija a sua testa. Desce os seus perturbantes carnudos lábios até aos ouvidos de Brigitte e sussurra-lhe:
-Let me introduce you Lisbon! My city.
Agarra-lhe pelos pulsos e puxa-a na sua direcção. Com uma engenhosa manobra, toma as suas costas, envolve os braços em Brigitte e, assim, guia-a pela Rua Augusta em direcção ao arco do triunfo, a porta de Lisboa.

3 de outubro de 2010

Um Dia de Lisboa


Saturado da aula começa a vigiar o relógio que teima em não se despachar! Suspira e tenta prestar atenção à aula que se mantinha desinteressante. Finalmente ouve o esganiçado toque de saída. Sai, apressadamente, e dirige-se para a estação de metro mais próxima. Desce a longa escada com passos bruscos e rápidos e entra de imediato no metro que se encontrava já na estação (para sua sorte). Tenta procurar um único assento mas não tem sucesso, agarra-se, rigidamente, a uma das vazias pegas do metro e tenta manter o equilíbrio que era atacado pelos solavancos do transporte. Com a mão desocupada mete os enormes head phones nos ouvidos e mete o volume no máximo. Atordoado com os solavancos do metro e pela música aos altos berros, sai na estação do Rossio por engano. Sobe as escadas, sem perceber que se tinha enganado, e chega à cinzenta rua. Quando repara naquela enorme praça petrifica. Tira, lentamente, os head phones, olha para o bilhete que nada lhe diz, olha novamente para a praça e lança um trejeito. Olha para o relógio, conclui que não tem tempo para chegar a horas. Desesperado, começa a olhar para todas as direcções, como se encontrasse a solução assim. Mas, quando estava na sua exaustiva busca pela praça, os seus olhos prendem-se numa alta confusa rapariga de longos cabelos castanhos claro, de olhos de um azul penetrante, de mapa na mão e de máquina fotográfica ao volumoso peito descoberto pelo pequeno decote da gabardine mal abotoada. Ela, num movimento brusco, vira-se para a rua Augusta com um charmoso sorriso espelhado na cara. Num passo acelerado dirige-se para ela. Ele, não sabendo o que fazia, também se dirige para a longa rua. Acelera o passo para a acompanhar. Por entre a multidão ele tenta encontrá-la e quando, finalmente, entra na extensa Rua Augusta perde-a de vista. Desesperado, não sabendo bem porquê, começa à sua procura feito louco. Começa a correr como um lunático, empurrando vários lisboetas que lhe rogavam as mais variadas pragas.
Ele, do nada, tropeça numa pequena mala tiracolo e cai estatelado no chão. Atordoado e confuso não se consegue levantar de imediato. O seu cérebro só começou a ficar nítido quando ouve uma grande exclamação proferida por uma voz suave e atraente. Era ela! A estrangeira que ele vira. Com prontidão ergue-se do chão e dá-lhe a pequena mala. Ela, ainda atarantada, diz-lhe:
-Oh! I’m so sorry. I lost my purse, and you stumbled in her. Thanks, you found her!
Ele apenas lhe sorri. Estava fascinado com o arranhado, mas atraente, sotaque francês no meio daquele fanhoso inglês.
Ele aproxima-se dela e olha-a fixamente. Ela desvia o olhar, corada.
-Please… - Diz ele com uma voz pausada e sedutora.
Ela aproxima-se dele. Ele sente a leve doce respiração dela e, perdendo a cabeça, beija-a de suave nos seus finos lábios. Ela envolve os braços no seu pescoço, larga o mapa que cai no chão e deixa-se cair, suavemente, para trás para ele lhe agarrar com firmeza as suas costas. As pessoas que passavam iam observando-os e comentando. Mas a eles nada importava agora.
Ele interrompe o beijo, e, com os lábios ainda encostados aos dela, diz-lhe:
-I’ll never let you go.
-D’accord! – Diz ela no seu perfeito francês.

23 de julho de 2010

Just a Stupid Wish

Quem me dera poder abraçar-te.
Quem me dera poder beijar-te.




Poder, uma vez mais, olhar
para quem deixei escapar.
Poder, uma vez mais, sentir
sem ter antes que partir.


Poder, uma vez mais, sussurrar
para que me voltes a amar.
Poder, uma vez mais, mentir
para, novamente, te atrair.