3 de outubro de 2010

Um Dia de Lisboa


Saturado da aula começa a vigiar o relógio que teima em não se despachar! Suspira e tenta prestar atenção à aula que se mantinha desinteressante. Finalmente ouve o esganiçado toque de saída. Sai, apressadamente, e dirige-se para a estação de metro mais próxima. Desce a longa escada com passos bruscos e rápidos e entra de imediato no metro que se encontrava já na estação (para sua sorte). Tenta procurar um único assento mas não tem sucesso, agarra-se, rigidamente, a uma das vazias pegas do metro e tenta manter o equilíbrio que era atacado pelos solavancos do transporte. Com a mão desocupada mete os enormes head phones nos ouvidos e mete o volume no máximo. Atordoado com os solavancos do metro e pela música aos altos berros, sai na estação do Rossio por engano. Sobe as escadas, sem perceber que se tinha enganado, e chega à cinzenta rua. Quando repara naquela enorme praça petrifica. Tira, lentamente, os head phones, olha para o bilhete que nada lhe diz, olha novamente para a praça e lança um trejeito. Olha para o relógio, conclui que não tem tempo para chegar a horas. Desesperado, começa a olhar para todas as direcções, como se encontrasse a solução assim. Mas, quando estava na sua exaustiva busca pela praça, os seus olhos prendem-se numa alta confusa rapariga de longos cabelos castanhos claro, de olhos de um azul penetrante, de mapa na mão e de máquina fotográfica ao volumoso peito descoberto pelo pequeno decote da gabardine mal abotoada. Ela, num movimento brusco, vira-se para a rua Augusta com um charmoso sorriso espelhado na cara. Num passo acelerado dirige-se para ela. Ele, não sabendo o que fazia, também se dirige para a longa rua. Acelera o passo para a acompanhar. Por entre a multidão ele tenta encontrá-la e quando, finalmente, entra na extensa Rua Augusta perde-a de vista. Desesperado, não sabendo bem porquê, começa à sua procura feito louco. Começa a correr como um lunático, empurrando vários lisboetas que lhe rogavam as mais variadas pragas.
Ele, do nada, tropeça numa pequena mala tiracolo e cai estatelado no chão. Atordoado e confuso não se consegue levantar de imediato. O seu cérebro só começou a ficar nítido quando ouve uma grande exclamação proferida por uma voz suave e atraente. Era ela! A estrangeira que ele vira. Com prontidão ergue-se do chão e dá-lhe a pequena mala. Ela, ainda atarantada, diz-lhe:
-Oh! I’m so sorry. I lost my purse, and you stumbled in her. Thanks, you found her!
Ele apenas lhe sorri. Estava fascinado com o arranhado, mas atraente, sotaque francês no meio daquele fanhoso inglês.
Ele aproxima-se dela e olha-a fixamente. Ela desvia o olhar, corada.
-Please… - Diz ele com uma voz pausada e sedutora.
Ela aproxima-se dele. Ele sente a leve doce respiração dela e, perdendo a cabeça, beija-a de suave nos seus finos lábios. Ela envolve os braços no seu pescoço, larga o mapa que cai no chão e deixa-se cair, suavemente, para trás para ele lhe agarrar com firmeza as suas costas. As pessoas que passavam iam observando-os e comentando. Mas a eles nada importava agora.
Ele interrompe o beijo, e, com os lábios ainda encostados aos dela, diz-lhe:
-I’ll never let you go.
-D’accord! – Diz ela no seu perfeito francês.

28 comentários:

  1. Tu beijas assim as pessoas?
    Do nada? No meio da rua?
    E francesas, ainda por cima?!

    És louco! :p

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  2. kkkkkkkk
    continua mesmo sendo muito longe xD

    bom, é chato mesmo. do nada surge tudo quanto é coisa sobre vampiros -.- arg

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  3. Era bom que isso acontecesse na realidade de vez em quando!
    Eu não tenho paciência para a chuva! Sabe bem estar na caminhae ouvi-la lá fora, mas quando se está lá fora... (Acho que se morasses em Braga onde por vezes no Inverno chove 1 mês seguindo, também não ias adorar)

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  4. Está lindo! Amei.
    Onde arranjo um 'principie' destes?!

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  5. eu ficava mesmo à nora a meio do filme x)
    ahahahaha adoro ali o coiso do acordo ortográfico

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  6. Yaa, por isso é que não fui para Humanidades. Tipo eu gostava bué das disciplinas do curso, e gostava de seguir jornalismo mas depois pensei: "Paa, mas o que é que raio vou eu fazer com um curso de Jornalismo ? Preferia ser designer !" E depois pronto, eis-me aqui no curso de artes xD

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  7. Ya. E por acaso ya, já tinha dito xD

    Olha láá, isto que escreveste no post, passou-se mesmo contigo ? :oo

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  8. Yaa. Ahahah, gosto da história :)

    Pensaste em continuá-la ?

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  9. É lindo sim, Ricardo.
    Escreves tão bem.

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  10. Acho que vou de ter de lá ir! Isso aqui para os meus lados não há!

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  11. Mesmo assim, não há desses, mas podia haver de outro tipo, daqueles que não pertencem a monarquia. Vou continuar à procura. xD

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  12. Se for tão boa como esta parte, então não hesites xD

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  13. kkkkkk
    pretende vir em período de Copa ou Olimpíadas? xD

    bom, a febre vampiresca parece estar longe de acabar..
    infelizmente -.-

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  14. nao digas isso, nao insultes a tua amiga xp
    tambem achei muito bom e quero meeesmo voltar a ver! nao sei se ja te perguntei isto, e se perguntei desculpa mas, o que achaste do fim? que era realidade ou sonho?

    essa historia é real? :D

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  15. Goooooooostei! :c Quero algo mágico, desta forma!

    Vou ver se dou um olho a mais dois ou três episódios!

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