18 de agosto de 2012

7ª Arte


The Dark Knight Rises



A espera acabou. Entrei pela enegrecida sala e pousei os meus atentos olhos na tela gigante em minha frente! Durante as 3 horas seguintes não os desviei seque uma única vez dela. Não conseguia… The Dark Knight Rises estava a dar e os meus sentidos a tentar captar toda a informação que conseguiam.
Finalmente a longa espera, de 4 anos, findou. A grande obra de Christopher Nolan chegou aos cinemas mundiais e só depois aos nacionais que se atrasaram de 20 de Julho para 2 de Agosto. Nolan tinha uma tarefa inglória nas mãos, ele próprio tinha a noção que fosse como fosse que apresentasse este último filme, haveria sempre as vozes negativistas de um filme falhado. Porquê? Porque o seu antecessor atingiu o nível de perfeição quer a nível crítico como comercial. The Dark Knight, o antecessor, foi concorrente a oito Oscars, ganhou dois deles para a brilhante performance de Heath Ledger e edição de som e quebrou os recordes de bilheteira de 2008. Como poderia Nolan reinventar a proeza que atingiu com o filme de 2008?
Pois para muitos não o conseguiu fazer, mas para mim Nolan cumpriu muito bem o seu dever e entregou um grande final a esta trilogia que ficará para a história do cinema como das melhores trilogias sobre heróis de sempre.

Com todo o tempo que a película teve, a acção deu-se ao luxo de começar um pouco lenta, mostrar um pouco da nova vida de Bruce Wayne que se tornou um verdadeiro eremita depois de tudo o que aconteceu em Gotham, oito anos antes. A acção foi progredindo em ritmo à medida que nos ia fazendo rever personagens que já nos eram queridas dos filmes anteriores como o Dr. Fox, o Alfred, o Commissioner Gordon, etc. E foi-nos apresentando as novas, uma sensual Catwoman de Anne Hathaway, o terrorífico Bane de Tom Hardy, a querida Miranda Tate de Marion Cotillard. Quando o filme já a meio ia os espectadores já tinham sido brindados com bastantes momentos de acção e se, neste filme, a luta entre Batman/Bane se resume a socos e força bruta sem quaisquer armas não pensem que os efeitos especiais, característicos dos filmes Nolan, tinham sido esquecidos! Há sequências geniais como o rebentamento do estádio que até se pode ver pelo trailer do filme.
O filme é uma montanha russa de emoções, os momentos calmos são logo sucedidos por momentos de cortar a respiração e Bane contribui em muito para isso. Hardy está longe de conseguir o carisma que Ledger conseguiu para o seu Joker, mas era também para este novo vilão uma tarefa inglória, senão impossível, igualar o já lendário Joker de Ledger. Mesmo assim Hardy fez com que todos tremessem mal Bane aparecesse no ecrã, conseguiu fazer dele um vilão à altura do final de uma trilogia e sem dúvida à altura de um reformado Batman que se vê obrigado a agir.
E como todos os filmes de acção contam também com partes cómicas, a brilhante Catwoman de Hathaway ficou encarregue deles. Juro que quando vi o cast a ficar definido fiquei um pouco apreensivo a Anne ser escolhida para a Catwoman,  mesmo sendo uma das minhas actrizes favoritas, não a conseguia imaginá-la a ser sensual e implacável ao mesmo tempo. Este papel aproxima-se muito à Black Widow de Scarlett e nela assentou-lhe nem uma luva. Neste caso surpreendeu bastante e assentou na Anne nem duas luvas! A actriz transformou-se por completo e ficou num registo que nunca a tinha visto antes! Adorei a Catwoman dela e sem dúvida que foi o ponto alto do filme e a maior surpresa do mesmo!

Surpresas, surpresas foi o que não faltou também! Principalmente no final, os minutos estavam carregados de plot-twists simplesmente deliciosos que nos desviaram a atenção de uma luta final entre Batman/Bane muito fraquinha em frente da prisão de Gotham, esse sem dúvida que foi o ponto baixo do filme que foi. No entanto diluído por tudo o que nos foi apresentando nos minutos finais do filme que tornaram a obra de grande para gigantesco! Um obra que foi sempre acompanhada por mais uma fantástica banda sonora produzida por Hans Zimmer. Uma vez mais, mestre Nolan, obrigado por fazeres cinema tão bom! E que venham os Oscars! 

Avaliação: 18/20

13 de agosto de 2012

Diário de Viagem - Parte 1

Mais duas semanas a percorrer a Europa e agora deixo-vos um pouco da minha fantástica viagem! Espero que gostem (:

Lisboa (Portugal)
Tudo começou em Lisboa dia 28 de Julho, pelas 19h estávamos nós a partir para uma magnífica aventura de 15 dias

Barcelona (Espanha)
A primeira paragem da grande aventura foi a capital da catalunha e, depois de uma manhã no PortAventura a deliciar-me com as montanhas russas chegou o tempo de revisitar a Sagrada Família e as Ramblas! E digo-vos, por mais vezes que tenha ido a Barcelona acho que nunca me vou cansar de visitar aquela magnífica cidade! Simplesmente amo-a, para mim o melhor destino em toda a Espanha!


Saintes Marie de La Mer (França)
Esta pequena cidade deu para descontrair um pouco depois da confusão das Ramblas e do calor sufocante da cidade espanhola. Não tivemos lá muito tempo, deu basicamente para dar um voltinha e sentar numa esplanda a beber uma coca-cola com gelo e começar a conhecer algumas pessoas da viagem (:

Lyon (França)
Tenho a dizer que Lyon é das mais bonitas cidades que visitei de França, uma mistura da arrebatadora Bordeaux com traços também de uma longínqua Paris. Lyon arrebatou-me logo de inicio e adorei visitá-la, é, sem dúvida, um destino onde quero voltar! E olhem que acho mesmo os franceses um povo simpático, ao contrário do que toda a gente diz.

Geneve (Suiça)
Bem, passamos depois por uma das principais cidades na Suíça, mas nem tivemos lá muito tempo. Basicamente um final de tarde e um pouco da noite. Deu para ver um pouco as vistas e apreciar o bonito lago com o seu icónico repuxo de 140 metros (acho eu xD), mas no fim sai de lá um pouco desapontado, esperava uma cidade muito mais bonita e não tão... normal? Afinal estava na Suíça pah! xD

 

Berna (Suíça) 
No dia seguinte já nos encontrávamos na capital da Suíça e digo-vos... Acho que nunca vi uma beleza citadina que se possa comparar com o que vi em Berna! O centro histórico desta pequena cidade mantem-se inalterado desde o século XV e juro-vos que parecia que estava na idade média a deambular pelas ruas. Além disso era dia Nacional da Suíça e quando visitamos o Parlamento recebemos chocolate suíço grátis \m/


Liechtenstein (Liechtenstein)
Bem, já posso dizer que fui a outro principado da Europa porque de resto não me vou recordar muito desta terra em que o nome é maior que o próprio pais... Basicamente é uma terra normal com um castelo feio num cimo de uma montanha (que tivemos que subi-la toda a pé T.T). Não foi lá grande coisa, deu para comer uma pizza mesmo boa ao jantar e conhecer umas imigrantes portuguesas lá.

Salzburgo (Áustria) 
Esta também foi das minhas cidades favoritas do roteiro deste ano! A cidade Austríaca que criou o Mozart é de uma beleza inconfundível e juro que a melodia anda no ar nesta cidade austríaca. Dançamos numa praça com os artistas de rua num dos melhores momentos desta viagem, por uns dez minutos todas as vergonhas e desconfianças foram deitadas para trás das costas e entregamos-nos à dança e ao ritmo da música contagiante! Adorei!

Liubliana (Eslovénia)
Liubliana?! Wtf?! Sim também fiquei assim quando vi o roteiro, não tinha ouvido falar antes disto xD Mas pronto, a cidade tem partes muito bonitas, como uma ponte com dragões e tal, mas é uma coisita pequenita muito simples, não marca muito. O que mais me marcou nesta cidade foi um banho conjunto que tivemos numa das fontes da cidade, estava um calor horrível (aliás apanhamos calor tipo 30ºC em todas as cidades europeias que visitamos). Ah e vimos umas grutas muto giras onde se descia tanto, tanto, na terra que ficamos sujeitos a temperaturas de 10ºC xD



Amanhã ou depois de amanhã vou postar a Parte 2 da viagem! Espero que gostem e se divirtam um pouco com a minha fantástica experiência por uma fantástica Europa que temos! :D



28 de julho de 2012

Adios, Au revoir, Auf wiedersehen

É desta que vocês me começam a odiar, pois é, mais uma maratona de 15 dias afastado do blog e de casa.
EUROPE HERE WE GO!



26 de julho de 2012

Olá!

Desculpem não ter dito nada, mas entretanto fui outra vez ao Algarve com os meus amigos! Desta vez o destino foi Alvor:

Bem, ficamos por lá 6 dias e que dias que foram! Primeiro de tudo a liberdade era a ordem de palavra, depois viver tudo ao máximo era o nosso mote! Das 5 noites que lá estivemos, vimos o nascer do sol em todas elas e conhecemos uma data de gente, desde a Irlanda à Holanda, passando pela Grécia, Canadá, Reino Unido, França... Bem foi uma colectânea de nacionalidades e diversão! Íamos a um bar chamado SportsCafe Alvor onde dançávamos até cair para o lado! A vida é tão efémera que estes curtos momentos de abstracção total da mesma sabem mesmo muito bem! Senti-me tão bem como em Calpe! Definitivamente é para se repetir!
Agora deixo aqui uma lista de música de merda que nunca parava de passar lá em baixo no bar: xD

Vá, esta nem é muito má xD

16 de julho de 2012

Optimus Alive' 12


Bem, lá fui eu a outro festival de Verano, desta vez ao Optimus Alive' 12! O cartaz não era o dos mais fortes, mas mesmo assim tinha muita coisa boa pelo meio! Fui no primeiro dia do festival, 13, ver principalmente Snow Patrol e Justice! E se os primeiros encantaram como sempre os segundos foram a maior desilusão do dia...
Depois o melhor mesmo foi a companhia excelente das pessoas em cima, um dia fantástico em que nem a chuva estragou um pouco do espírito animado! 
O dia no palco Optimus abriu com Danko Jones, o vocalista era o abuso mas de resto nada me marcou muito, depois vimos Refused que vinham com a pica toda! Passamos depois as seguintes horas a ver Snow Patrol que foi espectacular! Depois uma decisão difícil: Sair a meio dos Snow Patrol para ir ver os LMFAO no Heineken ou ficar com os escoceses?!  "Called Out in the Dark" acabou por me decidir a ficar a aproveitar um grande concerto (:
Depois veio a surpresa do dia no palco Heineken, primeiro Santigold que abusou depois Buraka Som Sistema que rebentou com tudo! Amei Buraka e nem sei muito bem porquê, mas pronto é assim a nossa vida! E assim foi esta sexta-feira 13 em que o palco secundário, Heineken, brilhou muito mais que o o principal, Optimus.
Belo dia, que venham mais dias assim...

Aqui ficam algumas das músicas do dia 13 de Julho no Optimus Alive'12:

Refused-

Snow Patrol-

LMFAO-

Santigold-

Buraka Som Sistema-

Justice-





12 de julho de 2012

The Shadows



I was afraid… The shadows were approaching me and I tried to ignore them, tried to forget their existence. But their dark clouds and their awfully loud noise were too close; I couldn’t just ignore them… It was impossible; they were screaming my name, asking for my soul and flesh!
Sorry… I didn’t step aside, I jumped into the enormous clouds, I embraced the shadows, I ignored you. Sorry. But, in fact, now I found some peace and happiness. I found myself, the one who was lost somewhere for too long. Sorry. I had to do what I did and this time I did it not for you, but for me…
Sorry, I found myself in the shadows and that means there’s no place for you anymore. Goodbye, for life.

7 de julho de 2012

Noite Em Lisboa #2


O rapaz inspira um último bafo no esgotado cigarro e atira-o contra a enferrujada valeta no meio da calçada pombalina. Dá mais uns meros passos e lá encontra os seus amigos apinhados ainda fora do bar. Abana o braço direito ao mesmo tempo que esboça um sorriso para o grupo, ainda de longe. Eram apenas três, duas raparigas e um rapaz, a loira tinha um top azul escuro bastante decotado que lhe fazia sobressair já o seu enorme peito branco, vestia umas esguias calças pretas para complementar. A morena que atara todo o seu longo cabelo numa única trança que lhe descaia pelo ombro direito envergava um curto vestido preto, também ele decotado como se não houvesse amanhã, e calçava uns saltos enormes também eles pretos. O rapaz trouxe uma camisa as riscas vermelhas e brancas e uns calções de ganga preta. Analisa-os por um segundo e pergunta pelos outros dois, a loira responde que foram só atrás do bar fumar. Bastou isto para o rapaz perceber que o quer que os outros estavam a fumar não seria legal fazerem-no em frente ao bar. Mas simplesmente riu-se.
Tira outro cigarro do maço ainda cheio e começa a cantar bem alto a música que vinha de dentro do bar para os amigos, em tom de gracejo: " Give me a second I... I need to get my story straight, my friends are in the bathroom, getting higher than the empire state". Todos se riram.

3 de julho de 2012

Noite em Lisboa #1


Bate com a porta de madeira do seu apartamento com excessiva força, desce o lance de escadas de mármore aos pulos até que encontra a porta que dá para o largo de Camões em plena baixa lisboeta. Atravessa para a estrelada noite quente de Lisboa e respira, a plenos pulmões, o ar mediterrânico aquecido pela brisa e a cheirar a Tejo. Pega no telemóvel atulhado de mensagens dos amigos que já se encontram à sua espera num bar qualquer a meros metros dali. Prontamente começa a andar pela calçada ainda quente do sol forte da tarde abafada, puxa do maço de Marlboro do bolso azul dos calções e tira um esguio cigarro que leva aos lábios. Encontra o perdido isqueiro e acende-o contra a ponta do cigarro que começa de imediato a arder à medida que o primeiro bafo de fumo irrompe pelos pulmões do rapaz que, a passos largos, se vai dirigindo para mais uma noite de diversão, festa, embriaguez e sabe-se lá o que mais aparecerá...