O já familiar cigarro ocasional acende-se de novo. O seu negro e frustrado fumo vai rodopiando em formas bizarras à medida que a suave brisa do inverno seco a empurra para longe da minha visão.
O cigarro chega novamente aos meus lábios secos e eu inspiro apaticamente enquanto que o negro fumo se alastra, novamente, pelo meu cansado corpo. Fecho os olhos e vejo-te. Tu, que também te vais alastrando pela minha irracional carne desejosa, fulminas-me o cérebro e contaminas-me o sangue!
Expulso através de um prolongado bafo o negro fumo impestado que me vai matando lentamente. A ti não te consigo expulsar. Tu, ao contrário do cigarro, matas-me rapidamente à medida que envenenas todo o meu corpo apenas porque queres. Apenas porque podes. Apenas porque eu não consigo de parar de te olhar. De te amar.
Expulso através de um prolongado bafo o negro fumo impestado que me vai matando lentamente. A ti não te consigo expulsar. Tu, ao contrário do cigarro, matas-me rapidamente à medida que envenenas todo o meu corpo apenas porque queres. Apenas porque podes. Apenas porque eu não consigo de parar de te olhar. De te amar.









