5 de dezembro de 2011

Jogo Inglório


"Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?"

(...)

"E quando a mão confiada leva o xeque
Ao rei do adversário,
Pouco pesa na alma que lá longe
Estejam morrendo filhos."

(...)

"Caiam cidades, sofram povos, cesse
A liberdade e a vida"

Ricardo Reis

E o que importa aos grandes o sangue dos pequenos? Que diferença há, para os seus gordos pés, entre pisar 50 pequenos corpos ou 500 pequenos corpos? Quantos seres terão mais de morrer para alimentar um rei? 
Em que mundo vivemos nós?

30 de novembro de 2011

Saudade


A saudade é talvez a mais portuguesa de todas as palavras. Nela cabe toda a História, todo o respirar e todas as lágrimas de um povo.
Há séculos atrás, quando de Lisboa partiam os destemidos marinheiros para terras negras e desconhecidas a saudade nasceu no coração dos portugueses que ficavam. Como diria um grande poeta: “Malhas que o Império tece”.
Oh Portugal! Quantas lágrimas já verteste ao comando deste impiedoso sentimento característico?
E o que aconteceu a nós? Malhas que o coração teceu…
As parcas dividiram o nosso unido fado e dele nasceu um aglomerado de novos caminhos e intrigas. Já não me pertences. O nós deixou de existir. Eu tenho saudades de nós… De tudo que fazíamos juntos, das conversas, dos sorrisos, dos olhares.
Sinto saudade de um passado e mágoa de um futuro. Assim deixo escapar mais uma lágrima para o enorme oceano de saudade que banha todo este meu Portugal.

27 de novembro de 2011

O canto de uma cidade, de um povo...


Hoje a UNESCO acabou de anunciar o Fado como património imaterial da Humanidade.
É um orgulho tanto para Portugal como para Lisboa. Cidade em que é nas ruas onde o fado se personifica, em todas as caras da íngreme Alfama, no correr do Tejo, no amarelo dos edifícios antigos, no morno sol, nas palavras latinas e na saudade que paira no ar. Tudo isto é fado, é Lisboa, é Portugal!


26 de novembro de 2011

Cartaz escolar

Sabem? Tenho que fazer um cartaz de um ciclo de cinema que vai haver na minha escola.
Tenho que captar a atenção para o evento, por isso veio-me esta ideia à cabeça:


Que acham? xD


Ps: Este é só uma brincadeira...

Supermarket List


Pessoal, queria que passassem por este blog! É de uma grande amiga minha e acho  que vocês vão gostar do blog! Ela já cá esteve na blogesfera, muitos vocês devem lembrar-se dela!

Força e toca a ir ao Supermercado, and show her some love! 

23 de novembro de 2011

O Ódio de te Adorar


Sabes? Acho que te adoro…
Adoro. O teu esguio corpo atraente, os teus gestos descuidados. O teu longo cabelo castanho-claro, as madeixas soltas pelo vento. A tua sedutora boca, a tua voz profunda. Os teus olhos esverdeados, o teu olhar deambulante. Adoro cada traço teu que em sonhos exploro.
Mas. O teu corpo é-me fatal, os teus gestos uma armadilha. O teu cabelo distrai-me, as tuas madeixas irritam. A tua boca chama-me, a tua voz ameaça. Os teus olhos hipnotizam, o teu olhar julga.
Convidas-me a entrar, mas fechas de imediato a porta. Negas-me a ti. Atraiçoas-me o juízo e deixas-me à deriva num negro mar de emoções patéticas.
Sabes? Acho que te odeio.

21 de novembro de 2011

7ª Arte

Twilight: Breaking Dawn - Part 1


Para histerismo de muitas fãs, o trio maravilha de Holywood preparou mais uma das suas e apresentou-nos o fresquinho Twilight: Breaking Dawn – Part 1. Passados uns 50 anos de dizer o nome mais umas duas horas de visionamento ficamos com a sensação de mais do mesmo e com um sabor amargo de dinheiro mal gasto.
A saga dos vampiros continua a não encantar e desde o seu primeiro capítulo que não nos presenteia com algo de realmente bom. Ora vejamos, este filme é um susto para qualquer rapaz: casamento, lua-de-mel, perda do período, gravidez e muita, muita lamechice pelo meio. A acção é quase nula e o filme arrasta-se tão devagar que o ecrã quase parece estático na primeira hora e meia de filme. A Bella de Kristen Stewart está má, pior que nos anteriores na minha opinião, Stewart conseguiu o inimaginável: ter a mesma expressão facial durante toda a duração da longa-metragem. Robert Pattison mostrou um pouco de desgaste neste Edward um pouco já irritante. Não nos apresentou nada de novo, pelo contrário, teve uma interpretação bastante banal. O famoso Jacob brilhou pouco, muito pouco. Mesmo continuando a apresentar os seus abdominais invejáveis (levei com eles logo nos primeiros segundos do filme) o actor não sai da cepa torta e traz com ele uma interpretação abaixo do razoável.
O filme peca muito pela inactividade e denota-se que foi um erro grave terem dividido a sequela em duas partes, pois para esta primeira parte ficou reservado tanta acção como a de ir buscar o pão de manhã ao café da esquina… Apenas no final somos como que borrifados por certas brisas de acção que ainda nos acabam por acordar do tédio vivido. O trabalho da realização não foi brilhante, parecendo que tudo funcionou a meio gás. O filme acaba também por apresentar a cena mais ridícula de toda a saga: O diálogo entre a alcateia de lobos que está definitivamente mal feita e infantil!
Os minutos finais acabam por salvar um pouco o fiasco de todo o filme, o flashback de Bella foi um dos pontos fortes, uma compilação bastante bem conseguida. Também bem conseguido foi a caracterização de Bella nos últimos minutos deste Amanhecer, que conseguiu fazer de Swan um autêntico saco de ossos bem frágil e incapacitado.  O último plano do filme está algo de genial! Que nos deixa uma réstia, tanto de curiosidade como de esperança para o próximo número desta saga!

Avaliação: 7/20

18 de novembro de 2011

Estás perto, mas longe...



Estás-me tão perto, tão próximo. Mas não te posso tocar nem aproximar-me, és-me inatingível e eu sei disso. Estás longe, do outro lado do mundo! Mas continuo a pensar em ti. Penso, sonho, imagino, já que é apenas isso que me resta. Tocar-te, ver-te, sentir-te fazem apenas parte de um mundo que não é real, que não é físico nem legal.
Neste mundo em que todos vivemos, tu tocas-me com a tua quente pele sem saberes o que fazes, sem saberes no turbilhão de emoções que explodes com tal contacto. Olhas-me sem veres os meus curiosos olhos que te buscam a alma. Sorris-me sem malícia com esses teus encarnados lábios que em ilusão eu beijo.
Assim, prefiro o mundo em que te sonho à realidade em que te perco.