Há o sério, o da razão
a quem a doutrina
implica uma rígida disciplina.
Nesse, sente-se com o cérebro e não com o coração.
Há o estúpido, o do afecto
a quem a amizade
se eleva a primeira necessidade.
Nesse, sente-se com o coração incorrecto.
Há o estafermo, o da melancolia
a quem as saudades
roubam as possibilidades.
Nesse, o apertado coração bombeia nostalgia.
Há o desconhecido, o das trevas
a quem o instinto
o transforma num labirinto.
Nesse, não se sente! O vício elimina as regras.
E são estes alguém,
que fazem de mim ninguém…