17 de novembro de 2010

13 de novembro de 2010

Naufragado


Parto de porto inseguro
numa débil nau.
Tento navegar o obscuro
derrotando o presságio mau.

Procuro freneticamente
no fundo das águas negras.
Exploro excessivamente
nas implacáveis ondas.
Analiso meticulosamente
as brancas areias manchadas.
Vasculho incessantemente
as profundezas do meu ser.

Não encontro mais a terra.
A débil nau estremece
e a tripulação endoidece.
No meio da imensidão naufragado
de futuro cruelmente acabado.
Assim o capítulo encerra.

11 de novembro de 2010

Breve Desabafo Parolo Sobre o Estado da Nação!

Ou sou eu que sou estúpido ou algo não anda aqui bem! Então o nosso país está num buraco bem fundo que não tem luz em lado nenhum e as centrais sindicais decidem, inteligentemente, fazer uma greve geral? Mas que porra é isto? Será muito pedir um pouco de união aos meus compatriotas portugueses? Sim eu sei que somos um povo egoísta, mas caramba! É nestas alturas que temos que nos unir! Se não avançarmos com as medidas de austeridade quanto antes nós é que estamos lixados, sim? Depois vemos a sombra dos gigantes europeus (pois a eles próprios já não os vemos desde que Portugal nasceu -.-) a passarem por cima de nós e a espezinhar cá o pessimista povo português.
Nisto tudo o que não encaixa na minha cabecinha é que já fomos nós os grandes, fomos nós que tínhamos orgulho em ser português, fomos nós que enfrentamos tudo e todos apenas para reconhecer a nossa merecida independência, pois, com toda a razão, achávamos que nada tínhamos a ver com os palermas dos espanhóis, achávamos que, mesmo dividindo o mesmo território, éramos bastante diferentes!
Onde andam esses portugueses? Que nada nem ninguém os faziam tremer! Pois se não trememos com a imensidão do desconhecido não iríamos tremer com os arrogantes dos europeus!
Esses portugueses agora são submissos. À Europa, pois quando ela nos grita que temos de rastejar e lamber as botas dela, nós fazemos. Ao Brasil, pois quando ele nos esbofeteia com aquele português sujo e nos obriga a abdicar do nosso português (DE PORTUGAL CRLH!) para o brasileiro. À China, pois esses filhos da mãe vieram cá não sei muito bem para quê! Não fizeram nada de jeito, nem queria que fizessem. Os problemas portugueses a nada interessam à decadente China que veio para cá mostrar que é rica. Passaram depois o tempo todo a auto-vangloriarem-se!
Pronto, basicamente é isto! Estou farto que sejamos os últimos nas coisas boas e que sejamos os primeiros nas coisas más. Nós somos bons f*dasse! Nós temos potencial pah!


Ps: Peço imensa desculpa se isto ofender alguém. Como disse é um parolo desabado :D

9 de novembro de 2010

Lisboa: A Despedida

Lisboa: A Despedida

Ela interrompe o suave beijo com um rasgado sorriso. Suspira e delicadamente sai dos braços de Afonso. Recompõe-se e dirige-se ao Lisboeta que ainda segurava na máquina Polaroid que já tinha a foto imprimida.
Volta para os braços de Afonso e mostra-lhe a foto do momento do suave beijo.
Assim passam todo o frio mês de Novembro. Afonso escapulia-se das aulas sempre que podia para ir ter com a sua Brigitte. Encontravam-se em todo o lado. Em Belém, na Expo, nos Restauradores, em Benfica, no Rossio, em todo o lado. Mas, no fim de Novembro, Brigitte, de semblante misterioso, envolve-se nos braços de Afonso. Olha-o nos olhos e diz:
-Take it! – Ela, a tremer, entrega-lhe a modesta magnífica foto que saiu da Polaroid no dia em que se conheceram.
-In the future, if you need me you will look to the picture. You...
-You will know that I kinda love you. – Prossegue Brigitte que com mágoa sorri-lhe.
-Bri! Why are you so serious? – Pergunta ele já desconcertado.
-Afonso. Tomorrow I’ll be in a flight, to Paris. I must go…
-What?! Tomorrow?! But…
-Shh… - Silencia-o ela com a ajuda do dedo indicador que, delicadamente, escorrega pelos lábios dele.
Depois de se desprender Afonso continua:
-I promised that I wouldn’t let you go!
-I must go! My life is not here. And your life is not in France, because I’m not a part of your life Afonso. – Responde-lhe Brigitte que por momentos deixa escapar uma lágrima.
-Are you insane? – Grita-lhe Afonso. Ela retrai-se, amedrontada. Ele, arrependido, abandona a fúria que lhe transfigurava a cara e, suavemente, diz:
-Please! Bri… I just can’t.
-Afonso, you always knew that I was in Portugal only to visit, not to live! And I hate goodbyes so, it’s only a see you later…
-But do me one last favor: Kiss me…
Afonso, de lágrimas a brotarem-lhe dos olhos, envolve os braços nela e beija-a como nunca antes o fizera. Os lábios de Afonso encontravam-se com os lábios de Brigitte numa fatal sincronizada dança feroz. Era o último beijo...

7 de novembro de 2010

7ª Arte



The Social Network

Vi ontem este filme que tanto tem dado que falar. The Social Network (A rede social) é um filme que nos conta parte da vida de Mark Zuckerberg. Quem é esse senhor? Nada mais nada menos que o rapaz de 26 anos que em 2004 criou a mais bem sucedida de todas as redes sociais: O Facebook.
De uma forma, digamos, espectacular o actor Jesse Eisenberg consegue interpretar o criador do Facebook (se bem que o resto das personagens não se destacam muito e não sejam bem exploradas), este actor já se tinha destacado, na minha opinião, em Zombieland. Mas foi aqui em Rede Social que ele teve uma excelente interpretação!
Este é um filme muito bem feito e que explora, conveniente e magnificamente, a vida social dos adolescentes, onde as festas, o reconhecimento, a popularidade fala mais alto. O argumento explora mesmo isso, os problemas que a nossa sociedade traz aos adolescentes que fazem tudo para se sobressaírem uns dos outros. Com isto tudo quero dizer que o filme é algo muito bom! Aconselho, vivamente, a todos a irem ver esta obra ao cinema! Pois tenho a certeza que todos vocês, caros leitores, têm Facebook! Porque hoje em dia quem não tem Facebook?
E sim, é difícil fazer 500 milhões de amigos, mas mais difícil ainda é não fazer inimigos pelo caminho…
Sinopse: "Certa noite no ano de 2003, o génio da programação e aluno de Harvard, Mark Zuckerberg, senta-se ao computador e começa a trabalhar numa nova ideia. Aquilo que inicialmente era apenas uma mistura de programação e blogging, cedo se tornou numa rede social à escala mundial, que revolucionou a forma de comunicar. Seis anos e 500 milhões de amigos depois, Mark Zuckerberg é o mais novo bilionário da História... mas para este empresário, o sucesso vai trazer-lhe também problemas pessoais e legais".





5 de novembro de 2010

Cenas que Marcam! (DIA DO CINEMA!)


Hoje é um dia especial! É o dia de cinema mundial (obrigado Daniel, se não fosse o teu blog não o saberia xP). Quero assim deixar aqui um "Cenas que Marcam" especial!
Não uma cena, mas várias cenas podem ser visualizadas neste vídeo. Espero que gostem!






Quero agora a vossa ajuda! Digam-me qual é o vosso filme favorito.

O meu é, sem dúvida, o Expiação.



4 de novembro de 2010

Curiosidade


Caros leitores, quero solicitar a vossa sábia opinião :D
O que acham que de melhor se faz neste blog? (Vota na sondagem)
Votem na vossa (ou vossas) "rubricas" favoritas do blog.

Podem votar em várias opções.

1 de novembro de 2010

Lisboa: O Momento.

Lisboa (3º episódio)
Clica aqui → Se quiseres ler o episódio passado!

Ele, de braços pregados na cintura de Brigitte, sussurra-lhe ao ouvido:
-Bri, I present you Praça do Comércio.
Ela, maravilhada, espanta-se com a dimensão da praça. Percorre cada milímetro com os seus apressados olhos azuis que tudo queriam analisar, por fim, com um suspiro, prega os olhos no sedutor rio que se estende logo depois da imponente praça.
-Oh mon Dieu! – Escapa-lhe pelos finos lábios que ainda estavam deformados pelo espanto.
Ela, ansiosa, puxa-o pelo braço e começa a correr pela extensa passadeira que liga o Arco da Rua Augusta à Praça.
-Come on! I want to see the square! – Grita Brigitte.
Ele, a sorrir, deixa-se levar pelo fino braço que o puxava. Ela percorre toda a praça ainda a agarrá-lo, arrasta-o até ao final da calçada e, aí, diz-lhe:
-I want a Picture here! With the river behind!
-Ok, I’ll take it. – Responde Afonso.
-No! I want a picture with you. Larga o braço do rapaz, dirige-se a um lisboeta que por lá passava e aborda-o para lhes tirar uma foto. De bom grado o simpático lisboeta aceita.
Ela, agitada, corre de volta para Afonso e abraça-o. Ele, respondendo ao abraço, recolhe-a nos seus braços e beija-a. Nesse preciso momento o lisboeta, de sorriso na cara, tira a foto.