14 de setembro de 2010

Estação de Comboios

Cedo ele acordou. Olhou, ainda ensonado, o relógio e suspirou. Era o derradeiro dia…
Rapidamente se despachou e despediu-se do seu tímido apartamento mesmo na solarenga baixa da melancólica cidade de Lisboa.
Saiu de malas na mão e dirigiu-se para a estação de metro mais próxima. Hesitante, parou em frente à incessante estação que teimava em não sossegar. O medo e o receio trespassaram-lhe a alma mas, depois de um longo bocejo, lá avançou para o novo começo.
O metro, rapidamente, levou-o para a estação de comboios que também se encontrava apinhada de pessoas loucas que nem sabiam para onde se virar. Arrastou as suas pesadas malas pela estação fora, tentando desviar as pessoas que insistiam em não o deixar passar. Quando se aproxima do comboio já lotado chocou com uma rapariga de longos cabelos castanhos, de olhos de avelã. Ele petrificou por uma fracção de segundos. Voltou ao normal e, prontamente, ajuda aquela rapariga que praguejava contra o súbito desconhecido, mas quando reparou nele apenas sorriu, acanhadamente, e ele devolveu-lhe o sorriso. Fitaram-se, fascinados, por longos minutos. Aproximaram-se e, suavemente, tocaram nos lábios um do outro. Ambos ficaram dispersos do que os rodeava e nada mais queriam saber. Apenas se beijavam. O beijo foi interrompido pelo súbito ruído do comboio a partir. Eles, ainda atordoados, gritaram em uníssono. Ambos perderam o comboio.


11 de setembro de 2010

Cenas que Marcam!

Wall-E


Aviso: As cenas postadas podem não ser percebidas por quem não viu o filme da respectiva cena.

8 de setembro de 2010

Ele disse


Ele disse…

Pára! Pára de me olhar,
como se me quisesses matar.
Pára de me despedaçar,
como se fosse fácil torturar.

Pára de fingir,
o que sabes não sentir.
Pára de me ferir,
pois eu não cheguei a consentir.

Apenas… Deixa-me vaguear,
à procura de um novo lugar.
Deixa-me aportar,
para um novo sítio habitar.

Por favor pára!
Disse ele.

7 de setembro de 2010

Voltei!

Voltei do acampamento com os meus amigos.
Foi óptimo! Aconselho vivamente a toda a gente ir acampar à Ericeira! É fantástico.

Ps: Que vergonha! Acabamos de ser humilhados em Oslo ao perder contre a Noruega (uma equipa com que Portugal nunca perdera). Onde anda a nossa selecção de outrora?

3 de setembro de 2010

Technologic

Uma parvoeira de vídeo xD
Com a Josephine de Warm Rain e com a Anne de Um Par de Peúgas.

Espero que gostem ;D

2 de setembro de 2010

Mas que se passa?


Isto anda tudo numa fase estranha! Não consigo dormir como deve de ser, sonho com tudo e mais alguma coisa e quando acordo não me lembro de nada. Os dias passam a correr e ando meio alucinado com a velocidade dos mesmos. Não recebo muito feedback de vocês meus leitores, o blog está mais morto que sempre e não me tem motivado! Acho que estou a precisar de uma férias do blog, da minha casa, da minha vida e de mim! Principalmente de mim!

1 de setembro de 2010

O Frio Mar da Ericeira

Apenas quando a fria água salgada do agitado mar trespassa os meus pés é que me sinto, verdadeiramente, bem. O som das grandes ondas a desmoronarem-se em espuma, o bater da água nas fustigadas rochas, o cheiro suave da brisa marítima, tudo isto me dá uma efémera alegria e um fascínio enorme. O que me faz pensar… Pensar em nada, porque não tenho nada em que pensar, pois ainda me falta encontrar algo. A mim. Não sei o que sou, quem sou, o que ando aqui a fazer, de quem gosto e de quem odeio. Apenas sei que gosto do mar a fustigar as minhas pernas, gosto de sentir a agua a molhar-me, gosto dos salgados salpicos a refrescarem-me a cara. Apenas sei… Que no mar posso confiar, sem ter que ver um cruel olhar repugnante em contrapartida.



Por vezes apetece-me gritar ao mundo.