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18 de fevereiro de 2012

Do You Remember?


Do you remember that Friday in the afternoon, 2 years ago? That cold afternoon of November. Do you remember? 
-It's freezing out here! - you said, with your joyful voice. I smiled at you and I pulled you into my warm arms. You smiled back to me and you kissed me with your red lying lips. 
Do you remember that afternoon? 
The blue sky with no threatening cloud, the whispering cold breeze, the friendly and comfortable silence, the sweet stupid words, the intimate nostalgic touch...  
Do you remember that afternoon? 
Our own life in our own planet. Our own love in our own way. Oh do you remember that fucking afternoon?! 
Bet not... But I do. I do not only remember that afternoon, but also I repeat it over and over on my stupid mind. Oh I would do everything to make you remember that cold but warm afternoon of November...

6 de fevereiro de 2012

I do not know...



I do not know what happened to your warm touch, to your addicting smile, to your gentle gestures, to your passionate words and more important, to your shiny friendly eyes.
Something, somehow, froze your wild heart and turned it into a rock. A cold frozen rock that has destroyed our past, present and future...
Something, somehow, took you away. Oh, so far way from here, from me... I do not fucking know what happened to you, to us! I do not know why you keep ignoring me. I do not know, but something, somehow, stole you away from me. Something, somehow, went terribly wrong...

4 de fevereiro de 2012

Ninguém


Quando a razão desaparece, quando tudo fica negro, quando a felicidade não passa de algo rebuscado. O mundo cai. O mundo cai e preciso de alguém que o segure antes que seja tarde demais. Preciso que tu o segures. Mas tu não estás...
Deixas-me sozinho enquanto o meu mundo se vai desfazendo. Apenas eu, a tentar sustentar os destroços de vivências e memórias já deixadas para trás. Memórias essas que são despedaçadas pelos constantes tremores violentos do meu instável planeta. Alguém?
Alguém...
Ninguém.




Ps: Continuem a votar na sondagem! Está tudo ainda muito empatado x)

27 de janeiro de 2012

Vazio


Vazio. É talvez a palavra que melhor se aplica ao meu actual estado. Não sei o que fazer, não sei em que acreditar, em quem gostar, em quem amar. Neste momento não sei absolutamente nada! E saber que nada sei, pesa e dói muito mais do que quando se sabe de tudo e de toda a verdade... Apenas queria isso. Saber a verdade sobre mim e ti, por mais cruel que ela fosse!

21 de janeiro de 2012

Contaminação


Do outro lado deste ínfimo mundo nasces. Cedo começas a contaminar este incapaz planeta. Cresces e optimizas as tuas armas mortíferas de contaminação sedutora. Os cabelos ondulantes, os olhos fatais, a boca carnuda, os seios volumosos, as ancas delineadas, as esguias pernas. Potencias a tentação ao máximo e, quando ela se torna suficientemente contagiosa e fatal, avanças em direcção a mim, do outro lado do globo.
Vais passando por montes, vales, desbravando matos, corações. Contaminas todos sem excepção, como uma barata prostituta mas de elegante e feroz porte. Finalmente chegas a terras de minha pátria. Olhas para tos os lados e, com um sorriso provocador e macabro, despes-te de sentimentos e, cruelmente, contagias cada pedaço deste meu reino afectado.
Lanças uma forte gargalhada e prendes o olhar em mim. Esboças um trejeito de glória e, sem piedade, agarras em mim com as tuas garras afiadas. Rasgas-me em metade, mordes-me o corpo, esfaqueias-me o tronco, retraças-me a carne num contagiante e incessante prazer. Era a tua contaminação porca e suja, mas viciante e perfeita. 

15 de janeiro de 2012

Desespero


Abandona-me, por favor!
Esvazia a minha cabeça cansada,
que ela não aguenta mais nada.
Desaparece maldito ardor!

Rasgas-me em metade,
matas-me a razão,
mutilas-me a paixão,
despertas-me a obscuridade!

Abandona-me, já disse!
Sai da minha chorosa alma,
que há muito que ela procura calma.
Desaparece maldita Circe!

Enlouqueces-me sem pedir perdão
e no fim apenas resta solidão.
Odeio-te por todo este exagero,
mas Amo-te em desespero.


10 de janeiro de 2012

Som Melancólico


Vagueio pela minha cinzenta cidade, de headphones postos a ouvir uma deprimente melancólica melodia qualquer. O frio vento embate na minha face branca enquanto ando, passo após passo, sempre a pensar em ti. Ando, livre, como se fosse a teu encontro, imagino como seria, desejo o nosso toque, sonho o nosso beijo.
A música cruel contínua a invadir-me os nostálgicos sentidos. A mão contrai-se em fúria, os ouvidos escutam com tristeza, o nariz suga a cortante rajada, os lábios matam a sede em miragens e os olhos… Oh, o espelho da alma, esse cerra para evitar que as pesadas lágrimas nostálgicas caiam na fria calçada cinzenta.
A música contínua e eu contínuo a seguir o meu caminho, em frente, mesmo quando a minha alma deseja voltar para trás… 

3 de janeiro de 2012

Ano Novo


O champanhe já borbulhava nos esguios copos de vidro que iam sendo distribuídos por todos os que se encontravam na sala. Mesmo com o final do velho 2011 à porta e com toda a agitação que isso causava não só ao grupo de amigos mas ao mundo inteiro, Guilherme não conseguia tirar os olhos dela. No outro lado da sala, de vestido branco com um decote bem generoso, encontrava-se Rita a olhar para as passas na sua delicada mão branca, contando-as ansiosamente, sem saber que estava a ser cuidadosamente observada.
Finalmente o antigo relógio da cidade bombeia um estridente som de antecipação da hora e o ecrã televisivo começa a contagem decrescente. Os inquietantes números iam passando à medida que o mundo os gritava. A adrenalina crescia e teve o seu pico no coração daqueles jovens quando a contagem se resumia aos três derradeiros algarismos.
O relógio lá dava as primeiras badaladas efusivas do ano. Os amigos gritavam em uníssono “2012”. O mundo celebrava despreocupado. Os céus iluminavam-se em alegria. O Guilherme aproximava-se de Rita. A Rita finalmente olha para ele. Ele pede desculpa e beija-a nos seus vermelhos lábios carregados de batom. O champanhe dos dois entorna-se, as passas caiem esquecidas. 2012 chega e um novo começo para eles também.



26 de dezembro de 2011

Apatia


Este vazio apático que me invade a alma não me deixa ser feliz, nem infeliz. Estou no meio, sem saber como estou, o que sou, o que quero. Ah, o que quero és tu! Pois é quando te vejo que a apatia se esfuma entre corações acelerados, palavras toscas, sorrisos traiçoeiros e olhares apaixonados.
Custa-me a vida vazia sem ti, mas também me custa tanto a vida impossível e dolorosa contigo...



13 de dezembro de 2011

Estranho Universo


O que somos nós? Neste imenso Universo estranho, negro e desconhecido. Somos nada.
A nossa insignificância é de tal maneira grande que nós, cegos, não a conseguimos ver nem a perceber. Somos burros! Continuamos a viver o nosso dia-a-dia como se tudo fôssemos e nada acontecesse. Vivemos endrominados por nós mesmos, umas máquinas ao sabor da sociedade. Vivemos o escasso presente sem euforia, transformamos o passado em suaves memórias que o esquecimento trata de apagar. O futuro, esse… Faz parte do mundo das conjunturas e do desconhecido.
Somos um ser parvo que anda por aí perdido algures… Algures numa galáxia, num sistema, num planeta. Andamos perdidos de amor e ódio uns pelos outros, numa constante e agoniante orgia de emoções, enquanto passamos indiferentes à imensidão do negro Universo… Um dia isto terá o seu fim… O fim da inconsciência doce e estúpida.  

7 de dezembro de 2011

Sextas-Feiras


O grupo de amigos lá se ia divertindo no barulhento bar da pequena, mas bem viva, cidade que rebentava sempre pelas suas costuras nas noites de sextas-feiras.
Ele, já um pouco zonzo graças a um conjunto de variados factores boémios, não despregava o seu tímido, mas ávido, olhar dela e dos seus longos cabelos loiros e ondulados.
-Pára lá de comer a Ana com o olhar, meu! – Dizia o seu melhor amigo mesmo ao seu lado na mesa molhada de cerveja do pub.
Ele responde-lhe ao levar o dedo indicador da mão direita aos lábios e ao sibilar: Chiu!
A certo momento, das colunas do atafulhado bar, começa-se a ouvir Vampire Weekend. Ana exclama o quanto gostava da música. Ele, prontamente, diz a soluçar:
-Queres dançar?
Ela levanta-se tão depressa que a já lenta percepção dele não apanhou o movimento. Agarra as mãos dele e puxa-o do banco de madeira. Ele entrega-lhe as mãos e, já de pé, puxa-a contra o seu corpo. Ela envolve os seus braços no pescoço dele e ficam-se a dançar atrapalhadamente.
Ele, a custo, diz-lhe:
-Sabes? Acho que nunca te disse que te amo…
Ela estanca ao ouvir aquela curta mas perigosa palavra. Ele aproveita a imobilidade dela e prega-lhe um beijo nos seus doces lábios. O beijo só acaba quando os Vampire Weekend se calaram e, de seguida, ela larga-o e ele, desamparado, cai no chão do bar.   

30 de novembro de 2011

Saudade


A saudade é talvez a mais portuguesa de todas as palavras. Nela cabe toda a História, todo o respirar e todas as lágrimas de um povo.
Há séculos atrás, quando de Lisboa partiam os destemidos marinheiros para terras negras e desconhecidas a saudade nasceu no coração dos portugueses que ficavam. Como diria um grande poeta: “Malhas que o Império tece”.
Oh Portugal! Quantas lágrimas já verteste ao comando deste impiedoso sentimento característico?
E o que aconteceu a nós? Malhas que o coração teceu…
As parcas dividiram o nosso unido fado e dele nasceu um aglomerado de novos caminhos e intrigas. Já não me pertences. O nós deixou de existir. Eu tenho saudades de nós… De tudo que fazíamos juntos, das conversas, dos sorrisos, dos olhares.
Sinto saudade de um passado e mágoa de um futuro. Assim deixo escapar mais uma lágrima para o enorme oceano de saudade que banha todo este meu Portugal.

23 de novembro de 2011

O Ódio de te Adorar


Sabes? Acho que te adoro…
Adoro. O teu esguio corpo atraente, os teus gestos descuidados. O teu longo cabelo castanho-claro, as madeixas soltas pelo vento. A tua sedutora boca, a tua voz profunda. Os teus olhos esverdeados, o teu olhar deambulante. Adoro cada traço teu que em sonhos exploro.
Mas. O teu corpo é-me fatal, os teus gestos uma armadilha. O teu cabelo distrai-me, as tuas madeixas irritam. A tua boca chama-me, a tua voz ameaça. Os teus olhos hipnotizam, o teu olhar julga.
Convidas-me a entrar, mas fechas de imediato a porta. Negas-me a ti. Atraiçoas-me o juízo e deixas-me à deriva num negro mar de emoções patéticas.
Sabes? Acho que te odeio.

18 de novembro de 2011

Estás perto, mas longe...



Estás-me tão perto, tão próximo. Mas não te posso tocar nem aproximar-me, és-me inatingível e eu sei disso. Estás longe, do outro lado do mundo! Mas continuo a pensar em ti. Penso, sonho, imagino, já que é apenas isso que me resta. Tocar-te, ver-te, sentir-te fazem apenas parte de um mundo que não é real, que não é físico nem legal.
Neste mundo em que todos vivemos, tu tocas-me com a tua quente pele sem saberes o que fazes, sem saberes no turbilhão de emoções que explodes com tal contacto. Olhas-me sem veres os meus curiosos olhos que te buscam a alma. Sorris-me sem malícia com esses teus encarnados lábios que em ilusão eu beijo.
Assim, prefiro o mundo em que te sonho à realidade em que te perco.


15 de novembro de 2011

Tempestade


Apenas adoro…
Adoro desligar-me um pouco deste mundo, desta sociedade informatizada e ouvir, ver, sentir a tempestade que assombra a minha pequena cidade agora pintada a tons neutros ameaçadores.
Esquecer por momentos o rodopio em que vivo, nas intrigas em que me meto, na merda toda que me rodeia e apenas sentir…. Sentir as grossas gotas da chuva na minha cara, inspirar o cheiro delas a molhar a fresca terra, ouvir os trovões e, ao mesmo tempo, ver os seus clarões de luz fascinantes, mas na mesma medida perigosos…
E é aqui, nestes momentos de total abstracção, que me encontro. Vejo-me e sinto-me. Sinto-me perto, mas longe, pois sei que este momento não durará para sempre e que mal acenda as luzes da realidade esse meu eu desaparecerá, esfumar-se-á por entre a tempestade…

12 de novembro de 2011

The One That Got Away


Ela senta-se num frio banco de pedra à janela. Olha para toda a extensão de terra projectada no fresco vidro e admira-a por um pouco. Fechas os olhos e recorda…
Ele pega nas pequenas mãos dela e puxa-as em direcção ao desconhecido. Ela, de respiração irregular, tenta não tropeçar em nada que lhe pusesse em cause o equilíbrio já limitado pelo facto de ter uma venda preta nos olhos.
Ele larga-lhe as mãos e ela pára de imediato. Espera uma fracção de segundos e, quando a respiração dele embate no delicado pescoço dela, o seu coração começa a bombear descompassadamente o sangue para as suas ansiosas veias que fizeram com que um súbito arrepio a trespassa-se por todo o corpo.
Ele, suavemente, retira-lhe a venda e ela prega os seus olhos numa tela branca preenchida com o seu retrato em cores neutras. Deixa escapar uma sentida lágrima e beija-o de seguida…
Ela volta à pesada realidade quando um gritante trovão embate na ilusão da paisagem criada e naquela que se via através da janela. Olha para as grossas gotas de chuva a embater no vidro e, mais uma vez, mentaliza-se que ele não voltará… nunca.

3 de novembro de 2011

Chuva



Ele senta-se na sua tosca secretária de madeira. Olha para a janela a seu lado e analisa as grossas gotas de água que embatem contra ela. Alcança o frio vidro com uma das mãos para sentir a frescura da chuva de inverno.
Recolhe a mão e puxa da algibeira um cansado cigarro, leva-o à trémula boca e acende-o pachorrentamente. No entretanto, puxa de um pequeno caderno já rabiscado e numa caneta azul esquecida. E, ao som inesperado do trovão grotesco, começa-lhe a escrever uma carta. Uma carta que não sairia daquela sala, uma carta a que ela não teria acesso, pois o bombear do coração dele não lhe é conhecido, nem tão pouco desejado.
Ele, ao acabar de escrever, deixa escapar uma pesada lágrima dos seus aflitos olhos que cai na cruel folha de papel cheia de símbolos de infortúnios, dor e mágoa.
Ele olha uma vez mais para a janela fustigada e, ao levar o cigarro á boca, fecha os olhos e deixa-se embalar pelo revoltado vento forte, pelos súbitos trovões ameaçadores e pela incessante chuva que caía tão vertiginosamente no chão alagado quanto as inúteis esperanças do pobre rapaz.

31 de outubro de 2011

Golpe

Aviso: Esta história é pura ficção e serve de comemoração de Halloween.


A desesperada rapariga corre por todo o lado, mas ele consegue sempre encurralá-la na sua armadilha mortífera.
Ela alcança, finalmente, a porta das traseiras e tenta rodar a maçaneta fria que não consegue abrir a estúpida barreira de madeira. Esmurra um pouco a porta mas desiste vendo que não lhe serve de nada. Vira-se, rapidamente, e dá de caras com ele, o assassino estava mesmo à sua frente, de faca em riste! Ela, apavorada, descarrega todas as suas forças num horrível grito de agonia que põe à prova os seus aflitos pulmões e lhe arranha a rouca garganta.
Ele, a sorrir, levanta a faca e diz:
-Who is this?
Ela, a soluçar, responde:
-És louco! Para! Isto não é nenhum filme, chega…
Ele ri-se da patética figura dela e diz:
-But… I want to play a game.
-Chega! Seu lunático, deixa-me! – Grita ela uma vez mais, desesperada.
Ele ri-se de novo e, cruelmente, trespassa a frágil rapariga com a afiada faca. Ela sente a fria faca a entrar-lhe pelo corpo e leva, de imediato, as suas mãos ao seu ventre, onde fora feito o golpe, para tentar estancar a ferida de onde já brotava o escuro sangue.
Ele, ainda de sorriso afectado nos lábios, diz:
- The game is fucking over!
Dá um fatal golpe no peito da rapariga e suspira de prazer quando sente o seu sangue embater na sua face desfigurada.

19 de outubro de 2011

Preces Inúteis



Eu só te quero olhar,
sem ninguém a importunar.
Eu só te quero tocar,
sem ninguém a exclamar.
Eu só te quero abraçar,
sem ninguém a duvidar.
Eu só te quero acariciar,
sem ninguém a atormentar.
Eu só te quero explorar,
sem ninguém a praguejar.
Eu só te quero Amar!
sem ninguém Me crucificar!

E espero que essas parvas multidões
parem de ditar o Nosso fado.
Pois os Nossos descompassados corações
não bombeiam o pecado!

16 de outubro de 2011

Vagueio Errante


Sinto-me errante, neste "meu" mundo estranho. 
Vagueio, resignado, por ele. Como de visita, pois sei que não lhe pertenço, nem ele a mim.
Mas o que me enoja mais nisto tudo é aturar esta impiedosa, cruel, podre, decadente sociedade em que os seus valores se regem pela sujidade!